quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Folia e fotografia

Tá chegando a hora. Esse ano, por uma série de circunstâncias, não tive pré-carnaval. Então, minha bagunça começa mesmo na sexta-feira: do trabalho direto pra Praça Mauá, no Embaixadores da Folia. É um dia cheio de blocos muito mais badalados (como o Carmelitas, de Santa Tereza) e esse é justamente o problema. Quero brincar em paz.

No sábado, o dia começa cedo, na Cinelândia, com o despejado mas ainda vivo Cordão do Bola Preta. Depois, disso... Não há programação fechada para todo o carnaval. O certo é que, eu e minha dama, estaremos diariamente nos blocos, devidamente acompanhados pelo maior número possível de amigos.

Enquanto isso, e aproveitando o momento ‘imagem’ desse blog, seguem algumas fotos divertidas ou curiosas (minhas preferidas são a primeira e a última) que recebi do amigo Mauricio. Estão sem os créditos devidos porque foi assim que as recebi.






PS 1: Se os amigos que estarão no Rio quiserem, postem nos comentários suas programações para o Carnaval (blocos e outros programas) para que possamos nos encontrar.

PS 2: Dia 29 de janeiro foi Dia dos Jornalistas. Parabéns pra mim e todos os coleguinhas.

PS 3: Ainda no momento imagem, vou tentar fotografar coisas legais durante o carnaval. Se for competente o suficiente pra isso, vocês verão o resultado. Se não conseguir boas imagens, fica o dito pelo não dito.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Imagens

Lembram daqueles calendários, pendurados nas paredes das oficinas mecânicas? Quando era criança, lá pelos idos dos 80, as preferidas eram Gretchen e Rita Cadillac. Mas nem tudo, nem todos, fazem coisas tão óbvias.

Recebi de um amigo o link para o Pirelli Calendar Club, arquivo digital com imagens dos calendários Pirelli desde a década de 60. Abaixo seguem 20, como minhas preferidas.

Sensacional perceber as mudanças de estilo, cores, conceitos e tratamento de acordo com as respectivas décadas. Espero que gostem.

1964 • Modelo: Sonny Freeman Drane


1966 • Fotógrafo: Peter Knapp

1968 • Modelo: Ulla Randall • Fotógrafo: Harri Peccinotti

1970 • Modelo: Alexandra Bastedo • Fotógrafo: Francis Giacobetti

1971 • Modelo: Ângela McDonald • Fotógrafo: Francis Giacobetti

1974 • Modelo: Chichinou • Fotógrafo: Hans Feurer

1984 • Fotógrafo: Uwe Ommer

1986 • Fotógrafo: Bert Stern

1988 • Fotógrafo: Berry Lategan

1989 • Modelo: Susan Allcorn • Fotógrafo: Joyce Tenneson

1990 • Fotógrafo: Arthur Elgort

1992 • Fotógrafo: Clive Arrowsmith
1993 • Fotógrafo: John Claridge

1994 • Modelo: Cindy Crawford • Fotógrafo: Herb Ritts

1997 • Fotógrafo: Richard Avedon

1998 • Modelo: Kiara • Fotógrafo: Bruce Weber

2002 • Modelo: Selma Blair • Fotógrafo: Peter Lindbergh

2003 • Locação: Campânia, Itália • Fotógrafo: Bruce Weber

2006 • Modelo: Gisele Bundchen • Fotógrafos: Mert Alas e Marcus Piggot

2008 • Modelo: Agyness Deyn • Fotógrafo: Patrick Demarchelier


segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Mané

É possível ter saudade de algo que não se viu, não se viveu? Pois eu tenho. Várias delas. Saudades que se desenvolveram por ouvir falar ou por ler o que andaram escrevendo por aí.

Tenho saudades, por exemplo, de Fangio pilotando, dos grandes festivais, de Pelé e Coutinho tabelando... É claro que tudo isso conseguimos assistir em vídeo, ver as fotos etc. Mas, na saudade, há coisas que não se contam: sons, cheiros, olhares, silêncios.

Uma dessas saudades é Mané.

Tenho um amigo que, ao se apresentar como botafoguense, sempre segue a frase: “tive infância”. Não consigo dissociar isso de Garrincha, de suas poucas imagens e das suas muitas histórias.

E graças a essas histórias, não foram poucas as vezes que sonhei estar no Maracanã, de boca aberta na arquibancada, enquanto o Mané deixava dois ou três de bunda no chão. Tantas quantas sonhei estar numa arquibancada da Suécia quando aquele ponta estranho, todo torto, deixou atônito todo o ‘científico’ time da União Soviética para fuzilar Yashin. Sonhos tão absurdamente reais que seria capaz de dizer quanto estava gelado o Grapette que bebi no Maracanã ou o quanto me incomodava a fumaça do charuto vagabundo daquele sujeito de língua estranha sentado ao meu lado na Suécia.







Enfim, faz 25 anos que muita gente, os que viram e muitos que não viram, sente saudade. Domingo, 20 de janeiro de 2008, dia de São Sebastião. 25 anos da morte de Garrincha. Ah, que saudade...


Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas, como é também um deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho.”
(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

CM, seus asseclas e o cidadão otário

Por Caius Valladares*

O tempo passa e o CM (desse jeito mesmo, uma “sigla”, uma alcunha tipo PCC, tipo CV, tipo ADA e outros cânceres sociais) continua o mesmo.

Aliás, pensando melhor, piora.

Notem que em todas as gestões do CM a história se repete: cidade abandonada na essência do dia-a-dia, sinais de trânsitos queimados, buracos no asfalto e nas calçadas, mendicância em progressão geométrica, ruas sujas, parques mal cuidados, serviços públicos ineficientes, enfim durante os 95% iniciais do mandato, 0% de trabalho.

Nesse período, o Sr. CM fica apenas criticando o governo dos outros (municípios, estados e países) e repassando as mazelas e necessidades sociais. Tudo que se encaminha a ele (o homem tem mais de 10 e-mails), ele encaminha para um assessor te copiando.

O e-mail do assessor vem oculto e o texto é padrão:

“-JB, para providências !”

CM defende que o Universo é palco de conspirações políticas visando implodir o Rio de Janeiro, mas ele, CM de la Mancha, cavaleiro andante existe e nos ama, o Rio continua lindo...

Lindo para quem cara pálida?

Só se for lindo da varanda lá em São Conrado, pois aqui de baixo só vejo sobreviver beleza nas obras naturais que antecedem o homem, algumas poucas que vieram pela mão do homem e em cada vez mais raras manifestações populares.

Quando o cidadão já está sofrendo de broxidão, vocal vem o CM cavalgando em seus assessores reluzentes com aquele mutirão dos 5% (o restante do mandato).

É rapaziada, agora vem aí a quebradeira, obra pra todo lado, tudo feito a toque de caixa, devidamente registrado pela mídia para virar programa político no futuro. Tudo factóide, plagiando o próprio, para que seja o velho Denorex, que parecia mas não era, tudo bonito no vídeo dizendo aos incautos (e como os temos!!!) que o CM trabalhou pacas pela cidade.

Lembram do primeiro Rio-Cidade ?

Lembram dos adesivos nos veículos “EU ODEIO CM”?

Lembram dos momentos malévolos quando para ir da Lagoa a Vila Isabel investia-se 3 horas de engarrafamento?

Pois é galera, estamos velhos e lá se vão aproximadamente 10 anos que estamos vendo este simbiótico CM por aí.

Simbiótico ?

Sim, a gente dá votos e ele nos dá bananas e imposto!

Notem que o IPTU subiu a montanha do Himalaia enquanto que o “desconto” do IPTU subiu num caixote de feira.

Pagar IPTU? Só (s)em Juízo!


*Caius Valladares é bacharel em Comunicação Social e, como o dono do blog, Flamengo, botonista e de Vila Isabel.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

IPTU e o verão carioca


O verão no Rio é ou tem sempre uma novidade. Já teve o píer de Ipanema e as Dunas da Gal, o Circo Voador no Arpoador, o Rock n’Rio, o apitaço do Posto 9... Noves fora essas grandes ‘marcas’, sempre aparece um bar, uma gíria nova e um monte de outras coisas. Sempre novas. E talvez seja por isso que, apesar de muita gente tentar destruir, o Rio continua sendo o Rio.

A novidade desse ano é o boicote ao IPTU. O Jornal do Brasil de hoje (17/01) diz que o movimento provoca uma união histórica e inédita entre as zonas sul e norte da cidade. Por um lado, esse manchete não vale pois sempre que dá merda (lembrem das grandes enchentes e o desabamento do Paulo de Frontin, por exemplo) o carioca – como bom brasileiro que é – se junta. Mas talvez, politicamente, o jornal esteja certo.

O movimento que começou no alto-leblon, já se espalha pela cidade. Na minha Vila vai ter até eleição para decidir se a população do bairro adere ou não ao movimento (isso é que é democracia, ô bairro porreta!!!). A idéia, pra quem não está sabendo de nada, é não pagar o IPTU (principal fonte de arrecadação da prefeitura) como um protesto contra a desordem urbana. Na verdade, os que aderiram vão pagar mas só depois das eleições para prefeito, fazendo pressão contra o César Maia e deixando-o sem grana para as obras eleitoreiras.

A idéia em si não é novidade. Não li mas alguém me contou que leu ou viu o Diogo Mainardi falando que não deveria pagar imposto nenhum pois era obrigado a pagar – além de impostos etc. – todos os serviços: saúde, educação, segurança...

Não sou fã dele não, acho até meio chato, mas até que não é má idéia. Vamos parar de pagar todo e qualquer imposto, pois nada funciona como deveria. As cidades estão cada vez mais favelizadas, as ruas e calçadas (meus joelhos e tornozelos que os digam) cada vez mais esburacadas, os hospitais públicos completamente abandonados etc. etc. etc.

Sobre o IPTU, propriamente dito, esse movimento vai servir mesmo para sinalizar que a população está insatisfeita e é capaz de se mobilizar. Isso é bom. O trágico é ouvir frases como a que eu ouvi ontem: “não adianta nada não pagar IPTU. Quando é contra o governo, a gente tem mais é que se fuder e agradecer. Porque pode piorar”.

Particularmente, sou a favor de qualquer movimento de mobilização política (fora os abraços à Lagoa), passeatas, boicotes e o que mais vier. Sou a favor de não pagarmos o IPTU para obrigar nosso alcaide a cuidar da cidade como deve. Mas não podemos esquecer que nem tudo o que está errado na cidade é culpa do prefeito. Não é Sr. Cabral? Não é Sr. Lula?

Mas o que eu acredito mesmo como solução para o Brasil é desfazer o Brasil. É, isso mesmo: desfazer o Brasil. Vamos transformar cada estado em um novo país e pronto. Imaginem que, com dimensões reduzidas e autonomia real, seria mais simples encontrar as soluções e fiscalizar nossos políticos. Parece piada? Talvez, mas pensem a respeito. Nem que seja só pra matar o tempo. Daria um pouco de trabalho pra organizar o futebol e um ou outro detalhe a mais, mas - se por acaso, aprovarem - minha indicação para compor o hino do Rio de Janeiro é Martinho da Vila.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Copacabana, uai

Começou o ano. Quer dizer, mais ou menos. Afinal, todo mundo sabe que começar pra valer, só depois do carnaval. Mesmo com (ou apesar de) pacote no início do ano.

A foto aí em cima é de Copacabana no reveillon. Não sei de que ano, porque não fui eu que tirei. Mas viramos o ano por lá. Eu, Mariana, Marcos Paulo e Roberta entramos em 2008 a bordo de um saveiro em Copa. Muito bom. Boa bebida e comida dentro dos conformes, passeio ótimo e visão privilegiada dos fogos e longe das balas perdidas que caíram sobre a “princesinha do mar”.

É bom que se diga que, se de terra não é mais a mesma, vista do mar Copacabana continua linda. Não tiramos fotos porque não levamos máquina porque esquecemos em cima da mesa do escritório. Bom pretexto para voltar algum dia.

Depois da semana curta de três dias, pé na estrada. Passamos o primeiro final de semana do ano em Belo Horizonte, na casa do Grilo, para comemorar o primeiro aniversário da Cisquinha (vulga Fernanda). Excelente, também.
Na sexta à noite, quando chegamos, fomos direto para um boteco para relaxar da estrada e encontrar a turma. Cerveja gelada, lingüiça apimentada e aipim, quer dizer, mandioca frita com cebola. Santa comida mineira.

Sábado foi dia de festa: mais cerveja, churrasco e piscina, além de bolo de brigadeiro. De quebra, além da turma do Boteco que estava por lá, apareceram Vanessa e Paula para matar a saudade. Talvez apareçam no Rio para o Carnaval, vamos ver...

Domingo já era dia de voltar pra casa. Acordamos cedo e, logo depois do café e das despedidas rápidas de cachorro magro, aproveitamos para dar uma passada no Mercado Central: cachaças e requeijão de raspa. Ainda demos um pulo na Praça do Papa e na Ladeira do Amendoim (que já não tem a mesma graça), e pé na estrada. No caminho, paramos em Congonhas para ver os profetas do Aleijadinho. O problema todo foi a chuva. E todo o passeio acabou meio corrido e sem graça.

Na pior das hipóteses, voltamos pro aniversário do ano que vem. Ou, quem sabe, nas férias, o roteiro completo das cidades históricas? Vamos ver.

No mais, poucas novidades. No trabalho, a correria continua. No mar, estamos de férias. A temporada só começa no final de fevereiro e só voltamos a treinar em duas semanas. No próximo final de semana, concurso do BNDES (torçam para que estejamos inspirados). E na próxima quinta, a Adriça (finalmente com todas as vacinas) vai pra rua pela primeira vez. Se aprontar, passo aqui pra contar.

Por hora, feliz ano novo pra todo mundo.