Eram, mais ou menos, 20h30 de segunda-feira e, como boa parte das famílias brasileiras, eu e Mariana jantávamos no quarto assistindo ao Jornal Nacional. De repente, Adriça e Joana correram para a sala e começaram a latir perto da porta. A princípio, nada de estranho. Sempre que as luzes de casa estão apagadas e alguém passa pelo corredor, elas fazem o mesmo. Chamamos as duas e depois de dois ou três gritos elas voltaram.
De repente, a Mariana pergunta se eu não estava sentindo cheiro de queimado. Como eu tinha preparado a comida, fui até a cozinha para dar uma olhada (quem sabe não esqueci o forno acesso?). Tudo normal. Dei uma volta pela casa e, mais uma vez, tudo normal. Quando voltei para o quarto ela reclamou de novo do cheiro de queimado.
- Não parece cheiro de vela derretendo?
- Sei lá. Aqui em casa não tem nada errado. E nem vela temos acesa.
Quando terminamos de jantar, 20h55, deixei ela no quarto e fui para o escritório me divertir no computador e assistir ao Linha de Passe, a mesa redonda da ESPN Brasil.
- Me chama na hora que Pantanal começar...
Aquele cheirinho de queimado continuava, mas fraco, nada demais. Mas, de repente, o síndico e o zelador do prédio passaram pelo corredor de serviço:
- Vamos fechar aqui rapidinho para colocar a escada. Vamos entrar no apartamento de cima. Parece que tem fogo no quarto e não tem ninguém em casa.
- Precisa de alguma ajuda? – ainda perguntei.
- Não, já estamos com os extintores e só tem uma escada mesmo
Seguiram-se os barulhos de dois extintores e os dois desistindo, dizendo que não dava pra entrar, mas pra gente ficar calmo porque já tinham chamado os bombeiros.
Foi nessa hora que falei pra Mariana vestir alguma coisa, tirar tudo das tomadas, pegar as cachorras e dar no pé. E daí pra frente, foi o seguinte: o fogo lambeu o apartamento em cima do meu, os bombeiros demoraram meia hora pra chegar (mera impressão, pois não marquei o tempo) e, quando entraram, deram aquele banho para apagar o fogo. Acho até que, do ponto de vista dos bombeiros, não foi um dos trabalhos mais complicados.
Quando finalmente fomos liberados e voltamos pra casa, a Mariana entrou no apartamento e eu fui conversar com o síndico sobre o que tinha acontecido, como estava a moradora (que chegou no meio da confusão), se precisava de ajuda com alguma coisa, como levar ao médico etc.
- Gustavo, corre aqui!!!
Quando entrei em casa e vi o que estava acontecendo só uma coisa passou pela minha cabeça: fudeu!!!! (que os amigos desculpem, mas há horas e horas para um palavrão. Nessas circunstâncias, além de bem aplicado, poderia pensar em pelo menos mais uma dezena para substituí-lo).
De repente, a Mariana pergunta se eu não estava sentindo cheiro de queimado. Como eu tinha preparado a comida, fui até a cozinha para dar uma olhada (quem sabe não esqueci o forno acesso?). Tudo normal. Dei uma volta pela casa e, mais uma vez, tudo normal. Quando voltei para o quarto ela reclamou de novo do cheiro de queimado.
- Não parece cheiro de vela derretendo?
- Sei lá. Aqui em casa não tem nada errado. E nem vela temos acesa.
Quando terminamos de jantar, 20h55, deixei ela no quarto e fui para o escritório me divertir no computador e assistir ao Linha de Passe, a mesa redonda da ESPN Brasil.
- Me chama na hora que Pantanal começar...
Aquele cheirinho de queimado continuava, mas fraco, nada demais. Mas, de repente, o síndico e o zelador do prédio passaram pelo corredor de serviço:
- Vamos fechar aqui rapidinho para colocar a escada. Vamos entrar no apartamento de cima. Parece que tem fogo no quarto e não tem ninguém em casa.
- Precisa de alguma ajuda? – ainda perguntei.
- Não, já estamos com os extintores e só tem uma escada mesmo
Seguiram-se os barulhos de dois extintores e os dois desistindo, dizendo que não dava pra entrar, mas pra gente ficar calmo porque já tinham chamado os bombeiros.
Foi nessa hora que falei pra Mariana vestir alguma coisa, tirar tudo das tomadas, pegar as cachorras e dar no pé. E daí pra frente, foi o seguinte: o fogo lambeu o apartamento em cima do meu, os bombeiros demoraram meia hora pra chegar (mera impressão, pois não marquei o tempo) e, quando entraram, deram aquele banho para apagar o fogo. Acho até que, do ponto de vista dos bombeiros, não foi um dos trabalhos mais complicados.
Quando finalmente fomos liberados e voltamos pra casa, a Mariana entrou no apartamento e eu fui conversar com o síndico sobre o que tinha acontecido, como estava a moradora (que chegou no meio da confusão), se precisava de ajuda com alguma coisa, como levar ao médico etc.
- Gustavo, corre aqui!!!
Quando entrei em casa e vi o que estava acontecendo só uma coisa passou pela minha cabeça: fudeu!!!! (que os amigos desculpem, mas há horas e horas para um palavrão. Nessas circunstâncias, além de bem aplicado, poderia pensar em pelo menos mais uma dezena para substituí-lo).
A água escorreu pelo teto e pela parede, por cima do armário. De MDF, a estrutura virou esponja e estufou. O que tinha dentro, ficou molhado e com cheiro de fuligem.
Ondas...
A água que apagou o fogo no andar de cima escorria pela laje e pelas paredes do meu quarto, encharcando o armário por fora e por dentro, pingando em cima da TV e DVD, e alagando o quarto. Meio que no desespero, levamos os aparelhos para a sala e jogamos o que tinha nos armários, tanto quanto foi possível, em cima da cama. Ao mesmo tempo, mas em menor quantidade, também começou a pingar no escritório. E tratamos de salvar os computadores enquanto sofria pela possibilidade de perder os livros...
Do outro lado do quarto, mais água pingando e escorrendo em cima de armário, TV e DVD. Até a parede estufou.
Atrás do módulo da TV, o chão encharcado e sujo de fuligem, rodapés e fiação estragados.
Parênteses: há um certo lado cômico nessas situações. É impressionante como gente que nunca olhou pra você, de repente, começa a entrar na sua casa para olhar o que está acontecendo. E enquanto você tenta achar uma solução, é um tal de ‘ai meu Deus’, ‘ohs’ e ‘ahs’ sensacional. Também é legal que todo mundo ofereça ajuda, mesmo que não saiba como ou possa fazê-lo.
Com as coisas protegidas, dentro do possível, e já começando a ver a água escorrer pelo corredor do apartamento, fomos dormir na casa da minha mãe.
O dia seguinte foi de juntar tudo, arranjar um caminhão de mudança às pressas e dar o fora. Conseguimos levar quase tudo. Ainda voltamos ao apartamento na quarta e passaremos de novo no final de semana, pois ainda sobraram algumas coisas menores para levar.
Agora é conseguir contato com a moradora ou seu filho para tentar diminuir os prejuízos que não foram poucos.
Com as coisas protegidas, dentro do possível, e já começando a ver a água escorrer pelo corredor do apartamento, fomos dormir na casa da minha mãe.
O dia seguinte foi de juntar tudo, arranjar um caminhão de mudança às pressas e dar o fora. Conseguimos levar quase tudo. Ainda voltamos ao apartamento na quarta e passaremos de novo no final de semana, pois ainda sobraram algumas coisas menores para levar.
Agora é conseguir contato com a moradora ou seu filho para tentar diminuir os prejuízos que não foram poucos.
A casa nova e a bagunça da mudança.
Saí de Vila Isabel (mas é bom deixar claro que nunca abandonarei o melhor bairro do mundo) e me tornei, oficialmente, um tijucano (vale o registro de que a Tijuca é o único bairro do Rio, quiçá do Brasil, com gentílico reconhecido). Agora, levantar as mãos para o céu e agradecer que, fora o susto, a aporrinhação e o prejuízo, ninguém se machucou. E vida que segue.

A água escorreu pelo teto e pela parede, por cima do armário. De MDF, a estrutura virou esponja e estufou. O que tinha dentro, ficou molhado e com cheiro de fuligem.
Ondas...
Do outro lado do quarto, mais água pingando e escorrendo em cima de armário, TV e DVD. Até a parede estufou.
Atrás do módulo da TV, o chão encharcado e sujo de fuligem, rodapés e fiação estragados.
A casa nova e a bagunça da mudança.

A F3 começou às 9h30. Apesar do sol, a neblina denuncia o frio
Na largada da Clio é possível ver que o carro de segurança comanda os pelotão até o último momento, para que nada dê errado. Mais um exemplo para a Stock Car.








