sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Casei!!!

Pois bem, agora – reza a lenda – posso dizer-me um homem sério.

Tudo estava programado para acontecer da maneira mais simples e ordenada possível, mas o bendito enlace acabou se transformando numa epopéia digna de Dante (ok, ok, dêem os devidos descontos).

Como ia dizendo, tudo caminhava para ser muito simples. Trabalharia normalmente na quinta-feira, almoçaria com amigos, sairia do trabalho pelas 15h45 em direção ao cartório, casaríamos às 16h40 (claro que havia a possibilidade de um pequeno atraso mas nada além da normalidade carioca), e viríamos pra casa contrair núpcias. Simplérrimo não? Pois nada disso aconteceu.

26/09, a queda
A bagunça começou no almoço de quarta. Fui encontrar uma amiga e na esquina de Rio Branco com Sete de Setembro, em frente ao Bob’s, fui abaixo. É isso mesmo, fui abaixo, ao chão, levei um tombo daqueles fenomenais. Pisei em falso num desnível da calçada e, de repente, não mais que de repente, estava estatelado. Susto fora, uma dorzinha no pé direito, mas nada demais.

Fui almoçar, trocar uma camisa, comprar gravata, procurar sapato. No pé, só uma dorzinha incomodando, nada que o descanso por trabalhar sentado em frente ao PC não resolvesse. Pois foi justamente aí, quando o corpo esfriou, que o pé começou a latejar e doer pra valer.

Fui ao serviço médico de onde fui removido para uma clínica onde bateram uma chapa (expressão moderna para raio-X) pela qual se constatou uma torção e por causa dela me colocaram a tornozeleira que vocês podem ver na foto. O pé, mais inchado que sei lá o quê.

A solução é repouso, gelo e antiinflamatório. Tudo bem: é só fazer tratamento intensivo até a hora do casamento (que seria rápido), logo depois voltar pra casa para mais gelo e repouso e sexta já volto ao batente. Mole? Pois hoje é sexta e estou em casa.

27/09, o casamento e a falta de moral e cívica
Cheguei no cartório (obrigado à minha irmã pela carona) às 16h20 e Mariana já estava lá, devidamente acompanhada pela sua patota. Foi quando descobri que o horário marcado com os noivos era apenas para qualificar os nubentes e as testemunhas. A juíza só chegaria às 18h30 e o casamento só aconteceria depois das 19h.

Como nós, havia outros 13 casais. Pois a juíza chegou na hora dela, mas só começou os procedimentos por volta das oito da noite. Resultado: quase quatro horas esperando por algo que demorou cerca de cinco minutos. Trágico retrato da falta de respeito, da falta de cidadania, da falta de moral e cívica. Tudo isso comandado por uma ilustríssima juíza, justamente alguém que deveria zelar por todos os valores... Como diria um amigo, Brasil-sil-sil!!!!

28/09, a ressaca
Saímos do cartório e fomos pra casa do meu sogro. Mal entrei e já derrubei gelo no pé. Champagne, apenas para um brinde para não tirar o efeito do remédio. Quando cheguei em casa, mais gelo.

E os resultados das quatro horas de espera no cartório foram os seguintes: o bambolê está no dedo e o pé, essa bola que vocês estão vendo na foto que tirei hoje de manhã (se clicarem nela, poderão admirar esse pezinho 44 de maneira ampliada).

Deixa estar que, além de gelo, tornozeleira e repouso, todos os santos, bruxos e afins já foram convocados para dar uma mãozinha na recuperação e até domingo estarei 100%.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Lar, doce lar… (2)

O título desse post também poderia ser ‘contagem regressiva’. A essa altura, todos os amigos já sabem que fiz uma obra que durou quase três meses no meu apartamento, que o pedreiro deixou suas marcas e que vou me casar. E é exatamente por isso que ‘contagem regressiva’ cairia bem: faltam 6 dias.

Então, como diria o Tião, o açougueiro da esquina (afinal, esse negócio de Jack, além de não ser nada carioca, está mais do que ultrapassado), vamos por partes.

A obra terminou, oficialmente, há duas semanas, num sábado. Na segunda, chegaram os armários. 109 caixas que, segundo a loja, estariam montadas em oito dias (úteis). Registre-se que o número de caixas e sacos de tralha (útil e inútil), espalhados pelo apartamento era equivalente.

Pra completar, o pequeno espaço de tempo que separou o término oficial da obra e a entrega dos armários serviu para identificarmos as lambanças que o bendito pedreiro deixou (como um artista assinando sua obra) e entrarmos em pânico: não vai dar tempo!!!

Vocês conhecem a lei das compensações? Pois não é que os oito dias de montagem de armários se transformaram em três? Acreditem: ganhamos cinco dias. Só pode ter sido uma compensação pelas lambanças do bendito pedreiro...

Enfim, me mudei de volta para casa e começamos a arrumar as coisas. Depois de uma boa faxina nos armários, começou a arrumação. Bons agouros: livros todos arrumados, roupa toda já no armário, duas bolsas cheias de peças antigas para doar (se alguém conhecer alguém que precisa, é só avisar), quilos e quilos de lixo devidamente descartados e... É impressionante, mas a casa ainda está uma zona. A impressão é que a bagunça brota do chão. Mas não há de ser nada, daqui a pouco, tudo se resolve.

Pra terminar, ontem foi um dia especial. Justo quando faltava exatamente uma semana para ficar em pé diante da juíza e dizer o sim (sem o constrangimento de mandar repetir a pergunta), a Mariana resolveu chegar. E aquele armário novo, cheio de portas enormes e com espaço suficiente para os suprimentos de um batalhão em operação, ficou pequenininho. O mais impressionante: não chegou tudo... Ah, mulheres...

O final de semana que começa hoje à noite será de muita arrumação e finalização da mudança da Mari (será que vai caber?). O tempo livre é cada vez mais raro (minha impressão é que a vida só volta ao norma depois da lua de mel) para que tudo esteja pronto e arrumado e consertado antes do dia 27.
E naquela contagem a que me referi lá em cima, faltam 6 dias (e umas 3 ou 4 gavetas vazias).

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Lar, doce lar...

Alguns dias sem dar notícias com um feriado no meio. Mas, pra quem acompanha minha obra desde o início... (aqui há uma parada para dar suspense, nada demais, só o suficiente pra colocar o povo que não sabe de nada em dia com a história)

Pra quem não acompanha, desde o primeiro capítulo, a novela em que se transformou o meu apartamento, segue um pequeno resumo.

O apartamento é de 1956 e nunca passou por nenhuma reforma estrutural. Há três anos morava lá, utilizando tudo do jeito que a vovó deixou. Mas, então, resolvemos – eu e Mari – nos casar. As opções eram as seguintes: reformar o atual ou alugar um outro apartamento.

Não precisamos colocar o plano B em ação. Depois de todas as autorizações para a obra já conseguidas (obrigado Vovó e obrigado ao meu pai, que ajudou na articulação), começamos o calvário: descobrir tudo o que era necessário fazer, listar material, comprar material, fazer a obra (que sempre tem muitas surpresas no meio do caminho, como os canos de gás). De quebra, tínhamos que pensar na decoração da casa, se ficávamos com os móveis antigos ou se poderíamos nos dar ao luxo e ter, efetivamente, uma casa nova.

Pois meus amigos (aqui acaba o intervalo de suspense, aquele que começou lá em cima), tudo está dando certo. A obra acabou 2 meses e três semanas depois e vamos ter uma casa novinha em folha. O melhor é que já começa a ganhar forma.

Na sexta, a turma da Arapongas (dá-lhe Morcegão, Luis e Márcio) foi buscar o que sobrou da mobília antiga, doação pra quem precisa muito. O sábado foi meio enrolado, mas conseguimos mandar fazer o orçamento dos móveis da sala (sofá e mesinhas de canto e centro). A resposta chega até quarta. Ontem fomos a Teresópolis e compramos nossa sala de jantar, que será entregue a tempo.

Hoje serão entregues os projetos do quarto, escritório e cozinha (serão 8 dias pra montar tudo). O sofá-cama para o escritório chegará em breve, assim como a máquina de lavar e a cobertura da área/varanda. De quebra, já estão funcionando geladeira, fogão e microondas (é só ligar na tomada). É claro que sempre tem uma ou outra coisinha pra melhorar, mas vamos resolver tudo.

Só faltam 17 dias pra dizer o sim, assinar o papel e estarmos casados. E, surpreendentemente pra mim, tudo estará pronto a tempo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Fim da festa

Demorei a escrever sobre porque andava meio puto com o resultado da bagaça. No final das contas, nada que as cervejas e salgadinhos por conta da organização, na festa de premiação, sejam incapazes de amenizar.

Terminou no domingo o Campeonato Estadual de Velamar22, o primeiro com a participação do Picareta/Boteco 1. A tripulação é essa aí em cima: Armando (tático, trimmer e português), Morcegão (comandante, leme e dublê de chef), Aline (proeira, esposa do Armando e por vezes histérica) e esse que vos fala (secretário, raramente trimmer e metido a engraçado).

Nas quatro regatas que completaram o campeonato (duas sábado e duas domingo) conseguimos os seguintes resultados, pela ordem: 8º, 2º, 6º e 7º. No final, terminamos em sexto na geral (13 barcos) e vice-campeões estaduais na categoria B (afinal foi a nossa estréia).

Além de velejar ser bom pra burro, não importa a circunstância, andar com essa turma é sensacional. Entre uma regata e outra, quando chega em terra e, às vezes, no meio da regata (combinamos que assim, nunca mais), o pau quebra. E não é bonito de ver não. Mas, lavada a roupa suja, tudo volta ao norma em, mais ou menos, 4m13s.

É claro que as discussões acontecem porque ta todo mundo tentando melhorar. E apesar de parecer ruim (na verdade, é meio frustrante mesmo), esse sexto lugar até que foi bem razoável.

Nas sete regatas, houve cinco vencedores diferentes. Os dois que ganharam duas foram campeão e vice. Nós levamos uma e ainda fizemos mais um segundo lugar. Além disso, com o resultado, assumimos o quarto lugar no ranking anual. Agora, os quatro primeiros são os mesmos do ano passado. Ou seja, a briga vai ser animada até o final do ano.

Até outubro, por conta da arrumação da velha casa nova e do casório, perco algumas regatas. Volto a bordo na reta final da preparação do Circuito Rio, campeonato em que fomos terceiro no ano passado.

No final das contas, foi uma campeonato muito divertido e ainda levei mais um trofeuzinho para a já recheada, apesar de nova, coleção do Picareta.

Quem quiser conhecer a classe e ver as fotos do campeonato, é só acessar
www.velamar22.com. Divirtam-se.
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2ª edição: tinha colocado os resultados errados, devidamente corrigidos pelo Armando.