quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Devagar com o andor...


Deixei abaixar um pouco a poeira do resultado do último final de semana para falar a respeito do Flamengo. Antes de mais nada, é claro que se merece comemorar a classificação para a Libertadores pelo segundo ano consecutivo. Também é óbvio que se deve louvar a torcida e o espetáculo que proporcionou nos jogos do Maracanã (apesar da maneira como foi tratada).

Mas acho bom diminuir a marcha, pois o santo é de barro. O Flamengo está na Libertadores. E daí? Daí que nesse ano também estivemos por lá. Caímos num grupo ridículo e nos classificamos como o segundo melhor time da primeira fase. E fomos eliminados logo na segunda. É isso que vai acontecer de novo? É certo que não dá pra saber, mas também é certo que com o time que temos hoje as chances são muito grandes. Dependendo do grupo, arrisca-se a nem passar pela primeira fase.

Pareço o profeta do apocalipse? Então vejam: Bruno e Diego (goleiros); Leonardo Moura, Juan, Luizinho e Egídio (laterais); Fábio Luciano, Rodrigo Arroz, Ronaldo Angelim e Thiago Sales (zagueiros); Léo Medeiros, Jaílton, Toró e Cristian, Renato Augusto, Roger e Ibson (meias); Obina, Souza, Maxi e Paulo Sérgio (o elenco é maior que esse, mas esses foram os que mais jogaram durante o ano). E não podemos esquecer do Kléberson (mais um volante), que recebe salário desde de setembro mas só poderá jogar a partir de janeiro.

Sejamos sinceros: o elenco do Flamengo é pouco melhor que horroroso e o time titular pouco mais que razoável.

Talvez a reta final da campanha embasse as vistas, mas é preciso ser claro: o nível técnico deste campeonato brasileiro foi baixíssimo. E há alguns detalhes sobre a campanha rubro-negra que precisamos levar em conta para avaliarmos o ‘feito’ da histórica recuperação de penúltimo colocado para a classificação antecipada.

Por conta do Pan do César Maia, o Flamengo teve quatro jogos adiados para o segundo semestre e, para não adiar tantos outros, alguns mandos de campo invertidos. Parece pouco, mas só esse detalhe garantiu que o Fla jogasse praticamente todo o segundo turno em casa, embalando e embalado pela torcida.

Outro detalhe interessante: o Fla foi o penúltimo colocado quando tinha quatro jogos a menos que a maioria dos 20 clubes. Por pontos perdidos, o Fla não só nunca esteve na zona de rebaixamento como variou durante todo o tempo entre 4º e 7º colocado. Ou seja, o Flamengo sempre brigou pela Libertadores mas nunca teve a menor chance de lutar pelo título. E, agora sim, chegamos ao ponto.

Desde 1992, quando foi campeão, o Fla nunca conseguiu chegar perto de lutar por outro título brasileiro. Ganhamos estaduais (inclusive um tri), Copa do Brasil, Copa dos Campeões e algumas outras tacinhas de menor importância. Mas Brasileiro, que é bom, não chegamos nem perto. Aliás, estivemos perto mesmo de cair. Várias vezes.

É claro que estou feliz por disputar a Libertadores. Mas quero disputar de verdade, com chance de ganhar. Se vai ou não, é parte da brincadeira. Com o time que temos, não há chance.

Aliás, nem com o time nem com o técnico. O Joel é um cara bacana, boa praça mesmo, frasista de mão cheia, mas me digam qual o grande campeonato que ele tem no currículo, além de uma penca de estaduais cariocas e baianos. Ele está pra sair, ok, mas o que vem por aí...?

Wanderley “ególatra e armador” Luxemburgo como gerente de futebol. Tenho um amigo que acha isso ótimo, que dará moral e que só a presença dele ajuda na contratação de alguns jogadores. Não gosto dele e não acho que o Fla precise dele. Mano Menezes (quem?!?!?) como técnico. Com todo o respeito que o futebol gaúcho merece, não acho que o Mano seja capaz de comandar o Flamengo. Fora o Kleber “Romário, Sávio e Edmundo” Leite na vice-presidência de futebol.

Podem me chamar de louco, mas meu técnico preferido para 2008 seria Carlos Alberto Torres. Podem me chamar de insandecido, mas meu gerente de futebol para 2008 seria o Carlinhos. Conhece o clube, entende de futebol e tem a calma necessária para organizar o clube.

É claro que sou Flamengo (flamenguista é coisa de neologista). E todo mundo sabe que, uma vez Flamengo... É claro que vou torcer muito pelo meu time. É claro que vou ao Maracanã ver os jogos da Libertadores e é bem provável que voltarei pra casa rouco. O problema é saber desde já que, se as coisas não melhorarem muito, mais uma decepção virá por aí.
PS 1: Há que se torcer muito na última rodada, pois terminar em quarto significa ir para a pré-Libertadores. Como todos comemoraram a classificação como se fosse título, não vou estranhar se o time entrar em campo relaxado além da conta.
PS 2: Quem comemora vice-campeonato é vascaíno.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Corridas silenciosas?

Por Roberto Brandão (publicado no site Grande Prêmio, coluna Retrovisor)

O filme "Grand Prix", até hoje insuperável em seu gênero, inicia com a imagem de um escapamento em silêncio que, após o motor ser ligado, multiplica-se por toda a tela. O som vai num crescendo, partindo de um ruído para uma sinfonia de arrepiantes roncos. Não há quem consiga ficar alheio a estas cenas e, para os mais ligados, não há coração que não dispare. O barulho ensurdecedor e excitante é parte fundamental da emoção de uma corrida.

No entanto, vivemos uma nova realidade mundial. A consciência ambiental, o fim das reservas de petróleo e a ameaça de um aquecimento global mais cedo do que se esperava transformam rapidamente indústrias, produtos e modos de vida. Uma das recentes invenções, já em franco desenvolvimento e em fase de produção, são os automóveis movidos a eletricidade ou com células de hidrogênio, híbridos ou não.

Exceção feita aos híbridos, parece que estamos frente ao final da era do motor a combustão. Motores elétricos ou com células de hidrogênio não têm explosão. Não formam gases que necessitem de um sistema de escapamentos para dissipá-los. Assim, teoricamente, não fazem barulho.

Pode-se argumentar que furadeiras, brocas de dentista e motores dos carrinhos de autorama produzem ruídos. Mas nada próximo do som ensurdecedor dos poderosos propulsores a explosão, especialmente quando estão alinhados para uma largada. Adicione-se à provável falta de ruídos ensurdecedores a também ausência dos óleos e seus diferentes aromas, de graxa e da gasolina. Aquele ambiente místico das corridas, que costuma freqüentar nosso imaginário, tornar-se-á muito diferente do que é hoje.

Quem teve o prazer de ouvir o ronco do motor V12 da Ferrari 512 descendo o antigo retão em Interlagos, ou de lembrar o pipocar dos V8 Cosworth ao reduzirem para uma curva, ou mesmo o ensurdecedor e agudo som dos V12 Matra, dos 6 cilindros dos Opala Stock Car, do simpático ruído embaralhado dos motores dos Fusca Divisão 3, deve, neste momento, estar tentando imaginar esta corrida silenciosa. Aquele que, como tantos de nós, se orgulhava, lá pela década de 70, de reconhecer o motor que descia a reta, mesmo com os olhos vendados, lê este texto com incredulidade.

Sem estes ingredientes, só nos resta imaginar ou sentir o coração bater mais forte vendo velozes automóveis realizarem incríveis manobras e peripécias, no mais absoluto silêncio. Como reagiremos? E a emoção, sem estes ingredientes, será a mesma? Será que seremos atraídos pelo desejo de assistir alguma competição assim?

Apesar de coerente com os novos tempos, com a sustentabilidade do planeta, eu não consigo imaginar. Só sei que será muito estranho. Poderemos nos adaptar, mas será como sexo sem gemido, orgasmo sem gritos, tristeza sem choro, amor sem brilho nos olhos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Paraty


Abri o post com essa foto digna de uma música do Wando para agradecer a um amigo. Fomos a Paraty no final de semana porque ganhamos um presente, daqueles que não se tem como esquecer e, nem mesmo, agradecer.

Marcos e Zélia nos proporcionaram uma espécie de segundo tempo da lua de mel na Pousada das Andorinhas, com direito – como vocês podem ver – a coração de pétalas de rosa e champagne. Depois de tudo o que já foi dito pessoalmente, e na falta de palavra menos óbvia, obrigado. Muito obrigado.

Chegamos a Paraty na sexta à noite e fomos recebidos pela turma com churrasco e cerveja. Vocês devem estar se perguntando “como assim, turma?!”, já que falei em lua de mel. Pois esse é o lado engraçado da coisa. A notícia da viagem vazou e o que era pra ser um encontro romântico se transformou no encontro de final de ano do Boteco 1.

Armando, Aline e sua amiga Joana; Morcegão e Marisa; Rial e Aurete; Oscar e Louise; La Torre, Helô e filhos; Elisa; Humberto; Igor; Pimenta; Luca e Tânia; a presidente ClauPenPen; Marcos e Zélia.

A previsão era de chuva, que não aconteceu. No sábado o sol apareceu com vontade e aproveitamos para ir à praia. Fomos até São Gonçalo e, de lá, fizemos a travessia de uns 10 minutos até a Ilha do Pelado. O cenário é paradisíaco. Água transparente e a natureza em volta exuberante. A área visitável da ilha tem três praias separadas por pedras, mas é possível – quase fácil – passar de uma pra outra. Em cada uma, um bar.

Ficamos na praia do meio, no Bar da Bete. Esperava uma facada, pois abastecer um bar no meio do mar não é barato, mas até que os preços são bem honestos. A garrafa de cerveja a R$ 4 e a lata de refrigerante a R$ 2,50 não são absurdos e ainda comemos uma porção de aipim (R$ 10) grande e gostosa como há muito não vejo por aí.



Na volta para a pousada, fizemos uma parada em um dos muito mirantes maravilhosos da Rio-Santos e, ao chegar ‘em casa’, mais churrasco. Além da já tradicional picanha do Morcegão, peixe na brasa com molho especial. Enfim, mordomia total.

À noite, um passeio rápido pelo centro histórico que inaugurou nova iluminação nesse final de semana. Sinceramente, continua lindo mas não vi diferença...

Domingo era dia de vir embora. Pior, tinha que sair cedo porque, acreditem, tinha que trabalhar. Mas ainda deu tempo de uma passada rápida na Murycana, fazenda-engenho do século XVIII. Depois, pé na estrada.


O final de semana foi muito curto. Tão curto quanto gostoso. Mais uma vez, obrigado ao casal de amigos Marcos e Zélia pelo presente. E a todos os amigos pela companhia.


PS: Como cocô e xixi no lugar certo são grandes desafios para a Adriça, resolvemos jogar pesado com ela. Recorremos à tática de educação de nossas avós e bisavós. Ela está ajoelhada no milho e de frente pra parede desde que chegamos de viagem. Será que vai dar jeito?

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Adriça

Foram 15 dias sem escrever simplesmente porque foram 15 dias sem maiores notícias. E, nesse meio tempo, esse feriadão estranho de quinta e terça com dois dias úteis (ou quase úteis) no meio.

A programação inicial era passar quatro dias em Boa Esperança, que fica perto de Lumiar que fica perto de Friburgo. Mas a viagem não aconteceu, o que foi bom porque deu pra dar uma geral na casa, descansar e – finalmente – assistir o mais que badalado Tropa de Elite.

Enfim, esse post é pra falar da Adriça. Mas, antes, é bom explicar algumas coisas para os não iniciados.

Cabo é qualquer coisa que qualquer um que entra em um barco pela primeira vez chama de corda e que vocês, agora que já sabem, não cometerão essa gafe. Gosseiramente, escotas são os cabos que ficam no convés e pelos quais se regulam as velas do barco; adriças são os cabos que sobem paralelos ao mastro e pelos quais se levantam as velas. Acho que ficou fácil de entender né?



Pois então. Essa linda schnauzer aí na foto é a Adriça, a nova moradora do Solar dos Sirelli. Nasceu no dia 5 de setembro em Jacarepaguá e se tornou um nova moradora do fantástico bairro de Vila Isabel no dia 19 de novembro.

Em cerca de 48 horas, além de conquistar todos da família que a conheceram, ela já deixou suas marcas na sala, no meu quarto (quatro vezes...), no escritório (três vezes) e só acertou o lugar certo duas vezes. De quebra, depois de dormir várias horas ao longo do dia (afinal, só tem dois meses e meio de idade), resolveu acordar com a corda toda pra brincar às duas e meia da manhã.

As próximas semanas ainda serão de muito cocô no lugar errado e esporro até ela aprender onde deve fazer o quê. Mas não duvidem, é divertido, uma delícia mesmo.

É isso meus caros, agora eu tenho uma cachorrinha e, aqui, a nova integrante da família está oficialmente apresentada. E para quem achar que sou tarado por causa do nome da bicha, quem deu a idéia foi a Mariana, “mãe” babona e orgulhosa.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Bota o barco no vento Morcegão!!!


Há um ano atrás, esse grito que faz as vezes de título do post era o que mais se ouvia dentro do Picareta.

“Por incrível que possa parecer, esse ano vai ser mais difícil subir no pódio.” Essa frase está no post aí embaixo, publicado antes do feriado. E tinha razão pra isso: cada vez mais barcos diferentes estão vencendo regatas; fomos apenas o sexto geral e vice-campeões B no estadual; nas duas últimas provas antes do circuito Rio, ficamos em segundo na Ciaga e oitavo na Escola Naval...

De quebra, o 01 (Vela e Mar) chegou arrebentando e levando o estadual, fora o Smooth que é sempre O favorito (desculpe Ricardo, sei que não gosta, mas em condições normais ainda acho que você é o cara a ser batido). Sejamos sinceros, dava pinta que brigaríamos com mais 3 ou 4 pelo último lugar no pódio, se tivéssemos sorte.

Pois vejam só o que aconteceu. A primeira regata do Circuito Rio foi a Victor Demaison, um percurso aproximado de 12,5 milhas (se tudo fosse feito em linha reta). Durante a manhã não tinha vento e só chegamos à linha de largada porque fomos rebocados pelo bote do clube até o meio do caminho. E dos oito barcos que participaram, só três largaram na hora: nós, o Smooth e o 01.

Largamos com brisa e paramos pouco depois, sem vento. Ficamos boiando, cozinhando na Baía de Guanabara. O problema é que, quem chegou atrasado, viu a gente parado e conseguiu pegar umas rajadinhas bem perto da praia. E menos de meia hora depois da largada, estávamos em sétimo. O último era o Smooth.

Aos poucos o vento foi chegando e nós andando em direção à Ponte e o vento soprando, e nós saindo do bolo, e o lindo balão azul cheio e empurrando o Picareta. Andamos muito e na montagem da segunda bóia, já estávamos em quarto, com o Smooth em terceiro.

Voltando em direção à entrada da baía, fomos serpenteando pelos lados de Niterói, encostados nas pedras de Mocanguê e do DHN. Passando pela Escola Naval é que começou o show do Picareta. Atravessamos em direção ao Rio e seguimos sozinhos. A essa altura, já brigávamos para ser segundo ou terceiro, no final, pois o 01 era o líder disparado, também para os lados do Rio.

Vento soprando, nós sentados na borda pra equilibrar o barco, Morcegão botando o barco no vento e, de repente, não mais que de repente, surge o 01 cruzando a nossa proa em direção a Niterói para tentar marcar o restante da flotilha. Pois ele foi, largou a gente e, quando chegamos na última bóia antes da linha, os dois últimos na largada estavam na frente. Smooth em primeiro, Picareta em segundo e cinco barcos chegando em um espaço de menos de um minuto depois de quase três horas. O 01 chegou em sexto. Impossível começar o campeonato de maneira melhor. Mas ainda faltavam quatro regatas...

Sábado quente, filtro solar 40 pra segurar a onda. E nós boiando esperando o vento entrar pra ter largada. Duas regatas barla-sota programadas pra começar ao meio-dia e o vento só chegou um hora depois. Largada normal, um pouquinho atrapalhados por barcos de outras classes e lá vai o Picareta fazer diferente. Enquanto todo mundo ficou serpenteando no meio da raia, mais pro lado do Rio, lá fomos nós pra Niterói. Deixaram a gente sozinho e montamos a primeira bóia em primeiro. O resto da regata foi de marcação e o Picareta venceu de ponta a ponta, com o 01 em segundo.

Quando largaríamos para a segunda regata do dia, o vento merrecou e a prova foi cancelada. Bom pra gente que, àquela altura, liderávamos o campeonato. Mas ainda faltavam duas regatas.

Domingo, a primeira regata estava marcada para uma da tarde. Vento firme e tudo acontecendo no horário. O Dona Zezé largou muito bem e disparou na frente. Nós, muito atrapalhados na largada, fomos pra recuperação. Tem horas que não dá pra ser humilde: velejamos pra cacete!!!. Chegamos em segundo, atrás do D. Zezé e com o resultado...

Fomos para a última largada com o vento começando a roncar. Em vez de quatro, seriam cinco pernas. Largamos muito bem e na segunda bóia estávamos em segundo. Fizemos outra escolha diferente da maioria e montamos a terceira bóia em primeiro. A frente fria chegou com vento entre 20 e 25 nós e, pra não desgastar o material ou correr riscos, abandonamos. É isso mesmo, não precisávamos terminar a última regata porque já éramos CAMPEÕES!!!

Foi um final de semana inesquecível. Velejamos muito, não erramos nenhuma escolha tática, não erramos nenhuma manobra – só fizemos três ou quatro mais enroladas. O Dona Zezé também ganhou a segunda regata de domingo e, com dois quintos, foi vice; o Smooth terminou em terceiro, com uma vitória, um segundo e um quinto. A curiosidade é que fomos os mesmo três no pódio do ano passado.

Enfim, muito muito muito obrigado ao comandante Morcegão, Armando e Aline, tripula duca. E muito obrigado aos amigos que torceram por nós, não foram poucos telefonemas pra saber como estavam as coisas.
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Picareta/Boteco 1, Velamar22 campeão do 38º Circuito Rio de Vela Oceânica.
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Obs.: Quem quiser ver os resultados completos de todas as classes (foram quase 80 barcos na água), acesse http://www.icrj.com.br/ e faça o caminho /vela/, /regatas/, /novembro/, /38º Circuito Rio/.