Tudo estava programado para acontecer da maneira mais simples e ordenada possível, mas o bendito enlace acabou se transformando numa epopéia digna de Dante (ok, ok, dêem os devidos descontos).
Como ia dizendo, tudo caminhava para ser muito simples. Trabalharia normalmente na quinta-feira, almoçaria com amigos, sairia do trabalho pelas 15h45 em direção ao cartório, casaríamos às 16h40 (claro que havia a possibilidade de um pequeno atraso mas nada além da normalidade carioca), e viríamos pra casa contrair núpcias. Simplérrimo não? Pois nada disso aconteceu.
26/09, a queda
A bagunça começou no almoço de quarta. Fui encontrar uma amiga e na esquina de Rio Branco com Sete de Setembro, em frente ao Bob’s, fui abaixo. É isso mesmo, fui abaixo, ao chão, levei um tombo daqueles fenomenais. Pisei em falso num desnível da calçada e, de repente, não mais que de repente, estava estatelado. Susto fora, uma dorzinha no pé direito, mas nada demais.
Fui almoçar, trocar uma camisa, comprar gravata, procurar sapato. No pé, só uma dorzinha incomodando, nada que o descanso por trabalhar sentado em frente ao PC não resolvesse. Pois foi justamente aí, quando o corpo esfriou, que o pé começou a latejar e doer pra valer.
Fui ao serviço médico de onde fui removido para uma clínica onde bateram uma chapa (expressão moderna para raio-X) pela qual se constatou uma torção e por causa dela me colocaram a tornozeleira que vocês podem ver na foto. O pé, mais inchado que sei lá o quê.
A solução é repouso, gelo e antiinflamatório. Tudo bem: é só fazer tratamento intensivo até a hora do casamento (que seria rápido), logo depois voltar pra casa para mais gelo e repouso e sexta já volto ao batente. Mole? Pois hoje é sexta e estou em casa.
27/09, o casamento e a falta de moral e cívica
Cheguei no cartório (obrigado à minha irmã pela carona) às 16h20 e Mariana já estava lá, devidamente acompanhada pela sua patota. Foi quando descobri que o horário marcado com os noivos era apenas para qualificar os nubentes e as testemunhas. A juíza só chegaria às 18h30 e o casamento só aconteceria depois das 19h.
Como nós, havia outros 13 casais. Pois a juíza chegou na hora dela, mas só começou os procedimentos por volta das oito da noite. Resultado: quase quatro horas esperando por algo que demorou cerca de cinco minutos. Trágico retrato da falta de respeito, da falta de cidadania, da falta de moral e cívica. Tudo isso comandado por uma ilustríssima juíza, justamente alguém que deveria zelar por todos os valores... Como diria um amigo, Brasil-sil-sil!!!!
28/09, a ressaca
Saímos do cartório e fomos pra casa do meu sogro. Mal entrei e já derrubei gelo no pé. Champagne, apenas para um brinde para não tirar o efeito do remédio. Quando cheguei em casa, mais gelo.
E os resultados das quatro horas de espera no cartório foram os seguintes: o bambolê está no dedo e o pé, essa bola que vocês estão vendo na foto que tirei hoje de manhã (se clicarem nela, poderão admirar esse pezinho 44 de maneira ampliada).
Deixa estar que, além de gelo, tornozeleira e repouso, todos os santos, bruxos e afins já foram convocados para dar uma mãozinha na recuperação e até domingo estarei 100%.




