quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Injustiça de César

Caros amigos,

Uma causa justa e muito urgente necessita do apoio da sociedade. Imaginem que o prefeito Cesar Maia proibiu o uso das escolas municipais pelos pré-vestibulares comunitários. Estes cursinhos de vestibular apoiados unicamente no trabalho voluntário e na organização autônoma das comunidades já funcionam há mais de 10 anos, e vem sendo responsáveis pelo ingresso de um número cada vez maior dos estudantes com menos recursos na universidade. Estes estudantes teriam muita dificuldade para o ingresso se dependessem de cursos pagos, ou seja, do acesso pelo mercado.

Esta forma de trabalho voluntário e comunitário tem sido uma das maiores vitórias da organização popular autônoma nos últimos anos. Assumindo o lugar do Estado que não tem capacidade de oferecer o nível de instrução necessária no Ensino Médio para que os alunos da escola pública possam ter chance no vestibular, estes cursos comunitários, com o trabalho voluntário de "professores", vêm – ano após ano – aumentando o número de alunos da periferia que chegam lá, que entram no Ensino Superior vencendo a barreira do mercado e da exclusão. É emocionante, é uma vitória de cada um e da comunidade que tem uma expressão social muito importante.

Só para dar uma idéia, os "professores" são os ex-alunos destes mesmos cursinhos que hoje já estão na universidade. Isso sem contar com voluntários da classe média que se somam em número cada vez mais expressivo nesta forma de trabalho voluntário. E vem então o prefeito Cesar Maia colocar um obstáculo em tudo isso.

É repugnante, mas aqui não se trata diretamente de fazer política, mas de fazer JUSTIÇA. A petição para a qual se requer a sua assinatura foi sugerido pelo Ministério Público estadual, e está colocada em um site apropriado e seguro. Conto com apoio de todos vocês.

Abraços,
Alberto Schprejer.

Segue o link para o abaixo-assinado on-line:
http://www.PetitionOnline.com/160572.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Estréia, vitória e derrota

Andei meio preguiçoso nos últimos dias e sem muita paciência pra escrever. E as manchetes da última semana também não foram inspiradoras, convenhamos. Mas resolvi dar um oi pra turma e contar as aventuras do final de semana.

Começou, no último sábado, o Campeonato Estadual de Velamar22. Estréia geral, pois é o primeiro estadual da brava tripulação do Picareta: além de mim, o comandante Leonardo 'Morcegão', Armando e Aline . E as coisas não começaram tão mal não, mas...

Antes de mais nada, é bom explicar as regras do negócio pra ninguém ficar boiando (sem trocadilho, juro). O campeonato começou sábado e só termina no próximo domingo. Se tudo acontecer como o previsto, serão sete regatas ao todo, todas disputadas na enseada de Jurujuba, em Niterói. Para que o campeonato seja validado, é necessário que aconteçam quatro regatas e a partir da quinta já poderemos descartar o pior resultado.

Então, vamos às regatas. A largada estava marcada para as 13h, mas o vento não apareceu e ficamos boiando por quase duas horas. Em compensação, quando chegou, veio com vontade: média de 18, rajadas de 28 nós. Nossa primeira largada aconteceu pelas três da tarde e, sem modéstia, foi uma grande largada. Pulamos na frente e disputamos a ponta até primeira bóia. Aí, deu m. Precisamos fazer uma manobra muito rápida e acabamos nos enrolando. Caímos de terceiro para nono e só conseguimos recuperar uma posição até a linha de chegada.

Enquanto esperávamos a segunda largada do dia, o pau quebrou dentro do barco. Mas funcionou.
Não largamos tão bem quanto antes, mas estávamos no bolo. Na terceira perna da regata, optamos por um bordo diferente da maioria da flotilha e o resultado não poderia ser melhor. Chegamos em primeiro na montagem da última bóia (quase batemos nela, o que destruiria nossa reação) e em direção à linha, nosso trabalho foi marcar os dois barcos que vinham babando atrás. A chegada foi por fio de cabelo, como podem ver na foto acima (a vela azul, por trás). Vencemos.

Domingo também era dia de regata e lá fomos nós, de novo. Largada às 13h, mas cadê o vento? Pois foi muito pior que sábado. Boiamos até quatro da tarde e, quando largamos, uma brisa fraquinha era o que empurrava os barcos.

Nossa largada foi razoável e estávamos no bolo. Se não é bom, com vento fraco também não é ruim, pois vira loteria. E não é que fizemos a cagada (desculpem, mas não achei um termo mais educado) de sair do bolo e tentar um bordo diferente? Pois conseguimos sair de quarto ou quinto para último, muito atrás. No final, ainda recuperamos e terminamos em décimo. O pau quebrou de novo e, parece, que agora foi o último. No final, ficou ruim mas não ficou horroroso.

Contando as três regatas, estamos na sexta posição. Descartando o pior resultado, estamos em quarto. Ainda faltam quatro regatas e, sinceramente, o título é algo que não podemos pensar agora. Mas vamos brigar pelo pódio. Além disso, como somos estreantes, o Picareta está inscrito na categoria B, onde estamos empatados em primeiro. Ou seja, mesmo com a lambança de domingo, podemos voltar pra casa com dois troféus. Se vai acontecer, é outra história, mas – sem perder a ternura – podem ter certeza que vamos endurecer.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

A besta, o poeta e o tricolor

Às vezes tenho a plena convicção de que sou uma besta. Ontem foi um dia assim. Melhor, uma noite. Recebi três convites para ir ao Maracanã assistir ao Fla-Flu. Jogo adiado por causa do Pan, o Flamengo mal na tabela e com um time horroroso, o Fluminense vindo de um sacode no Santos. “Vou não, não tô acreditando muito e ainda to duro... Deixa pra próxima.”

Pois bem: assisti ao jogo em casa. Jogo ruim, diga-se de passagem. Mas não é que o Flamengo ganhou o jogo e com dois a menos em campo? Pois sou ou não sou uma besta? Além do mais, me gabo de ser Flamengo e na hora do aperto... Bem feito.

Além da vitória de ontem, hoje se completam duas décadas da morte de Carlos Drumond de Andrade. Pois então, seguem abaixo todas as homenagens possíveis, de uma vez só: um trecho do conto “O torcedor”, do mineiro de Itabira e uma crônica sobre o Flamengo, escrita pelo tricolor Artur da Távola.

•••

“Lembrando-se de que torcera pelo vencido, teve medo, para não dizer terror. Se lessem em seu íntimo o segredo, estava perdido. Mas todos cantavam, sambavam com alegria tão pura que ele próprio começou a sentir um pouco de Flamengo dentro de si. Era o canto? Eram braços e pernas falando além da boca? A emanação de entusiasmo o contagiava e transformava. Marcou com a cabeça o acompanhamento da música. Abriu os lábios, simulando cantar. Cantou. Ao dar fé de si, disputava à morena frenética a posse de uma bandeira. Queria enrolar-se no pano para exteriorizar o ser partidário que pulava em suas entranhas. A moça, em vez de ceder o troféu, abraçou-se com Eváglio e beijou-o na boca. Estava batizado, crismado e ungido: uma vez Flamengo, sempre Flamengo.”

•••

“Ser Flamengo é ser humano e ser inteiro e forte na capacidade de querer. É ter certezas, vontade, garra e disposição. É paixão com alegria, alma com fome de gol e vontade com definição. É ser forte como o que é rubro e negro como o que é total. Forte e total, crescer em luta, peleja, ânimo, e decisão.

Ser Flamengo é deixar a tristeza para depois da batalha e nela entrar por inteiro, alma de herói, cabeça de gênio militar e coração incendiado de guerreiro. É pronunciar com emoção as palavras flama, gana, garra, sou mais eu, ardor, vou, vida, sangue, seiva, agora, encarar, no peito, fé, vontade. Insolação.

Ser Flamengo é morder com vigor o pão da melhor paixão; é respirar fundo e não temer; é ter coração em compasso de multidão.

Ser Flamengo é ousar, é contrariar norma, é enfrentar todas as formas de poder com arte, criatividade e malemolência. É saber o momento da contramão, de pular o muro, de driblar o otário e de ser forte por ficar do lado do mais fraco. É poder tanto quanto querer. É querer tanto como saber; é enfrentar trovões ou hinos de amor com o olhar firme da convicção.

Ser Flamengo é enganar o guarda, é roubar o beijo. É bailar sempre para distrair o poder e dobrar a injustiça. É ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram, é jamais se arrepender, exceto do que não faz. É comungar a humildade com o rei interno de cada um.
É crer, é ser, é vibrar. É vencer. É correr para; jamais correr de. É seiva, é salva; é vastidão. É frente, é franco, é forte, é furacão. É flor que quebra o muro, mão que faz o trabalho, povo que faz país.”


•••

Não é porque ganhou o Fla-Flu que o time ficou bom. Continua horroroso. E os agradecimentos espeicias vão para Juan e Roger que, com duas espulsões bisonhas, arriscaram a derrota e ainda vão desfalcar o time na próxima rodada...

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Banhos de mar

Sábado foi dia de regata. Céu azul e nenhum vento. O percurso era de mais ou menos 14 milhas náuticas: saía do Praia Clube São Francisco, ia até a Ilha do Pai (fora da Baía de Guanabara, depois da praia de Itaipu em Niterói) e voltava. Encerramento do Torneio V22 (estávamos empatados com o Baruk em terceiro), válida pelo ranking anual da classe e homenagem ao dia dos pais.

Nas duas últimas vezes que corremos percursos mais longos, ou chegamos às 8 da noite ou desistimos por falta de vento. Ou seja, as previsões não eram as melhores. Demoramos quase duas horas pra sair da baía, mas...

Na hora ninguém soube, mas a culpa de tudo que vou contar daqui pra frente foi do Oscar, velejador do Boteco 1 e tripulante do Dona Zezé. Perto da Fortaleza de Santa Cruz, ele deixou cair uma moeda na água (ele disse que foi sem querer) e fez um pedido: vento. PQP!!!! Precisava exagerar???? Será que a bendita moeda era de Libra Esterlina?

Toda a flotilha já estava fora da baía quando entrou o vento: 20 a 25 nós, rajadas de 30. Quem quiser achar a velocidade em quilômetros, basta multiplicar por 1,853 (aproximadamente). Ta bom, ta bom: mais de 40km de média e às vezes quase 60.





E nessa situação, o que acontece? O barco fica uma loucura: segurar o leme é tarefa árdua pros mais experientes e qualquer coisa que se precise fazer a bordo tem que ser muito rápido e sem erro. Fora isso, com o vento vem o frio e o mar batido que lava o convés e encharca você o tempo todo. Tomei um banho dentro da cabine do barco que pensava que só era possível se resolvesse mergulhar.

Logo depois de contornar a ilha, decidimos rizar a vela grande (baixar parte da vela pra diminuir a potência do barco) e o Armando resolveu trocar a genoa pela buja de tempestade. Na hora, eu e Aline gritamos pra colocar a genoa 2 (intermediária) pra não “desistir” da regata, mas ele insistiu. E estava certo. O Picareta cruzou a linha de chegada inteiro. E foi o único.

Da ilha até a chegada ao clube, Aline (proeira) e Pedro (filho do Armando e mascote do Picareta) ficaram guardadinhos dentro do barco. Além da segurança, dentro da cabine ajudavam a baixar o centro de gravidade do barco. Do lado de fora, eu, Armando e Morcegão vínhamos na escora e no controle das velas. Só pra vocês terem uma idéia da velocidade que nossos bravos veleiros alcançaram no sábado, mesmo com a área vélica muito reduzida, o Picareta ultrapassou uma traineira que andava a pleno motor.

No fim, teve barco com vela rasgada, mastro quebrado, barco que bateu em pedra. Enfim, foi o diabo. Mas o melhor é que ninguém de nenhuma tripulação se machucou e, no fundo, todo mundo quer mais.

Mas quem foi que disse que vela não é esporte radical?


PS: É claro que as fotos aí de cima não são do Picareta. É só pra vocês terem uma noção de como o barco pode ficar molhado e como o mar pode bater no costado no barco.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Parece reprise

Foi divulgada essa semana a participação do Flamengo na SuperLeague Formula. E o que será isso? Uma categoria monoposto, que terá sua primeira temporada em 2008, com seis provas divididas em três rodadas duplas. Ou seja, três finais de semana com duas corridas cada.

E o que o Flamengo tem com isso? O objetivo dos organizadores é que cada carro/equipe represente um grande clube de futebol do mundo. Por enquanto, já aderiram o Milan (Itália), Borussia (Alemanha), PSV (Holanda), Anderletch (Bélgica) e o rubro-negro carioca. Já estão na agulha o Porto, de Portugal, e o Olympiakos, da Grécia.

A notícia se espalhou rapidamente, a magnética está em polvorosa e os e-mails de “só o Mengão pode” já devem ter dado duas ou três voltas ao mundo.

Em tese, a idéia é ótima para os clubes. Os organizadores cobrem todos os custos (carros, fornecedores, equipes e pilotos) e também dividem toda a grana, depois de pagar a cada um, os devidos royalties pelo uso da marca. Outro detalhe do contrato é que os patrocinadores de cada carro serão os mesmos dos clubes. No caso do Flamengo, Petrobras e Nike.

E por que o Flamengo? Elementar. É o clube de maior torcida do Brasil que, por sua vez, já tem uma bela tradição de pilotos e títulos mundiais de automobilismo. Isso quer dizer que, se o Fla não entra na dança, o segundo convidado seria o Corinthians, e assim sucessivamente.

Também já há negociações com um clube da Argentina (provavelmente o Boca) e um do México, além de outros da Europa. Reparem que Inglaterra, Espanha e França não aparecem na lista. O objetivo é que o grid seja formado por 24 carros, mas se conseguirem 16, a primeira temporada vai acontecer.

E aqui chegamos ao ponto: se. A idéia de juntar futebol com corrida de carros não é nova. No final de 2000 ou início de 2001 (não lembro bem agora), foi lançada a Premier1 Grand Prix. A primeira temporada aconteceria em 2002, de março a outubro, com 12 etapas. Causou algum burburinho na Europa mas não chegou a cruzar o Atlântico. Clubes como Leed e Chelsea, da Inglaterra, e Benfica (Portugal) assinaram contrato e tiveram seus carros apresentados.

Sabem o que aconteceu? Nada. Em setembro de 2001 aconteceu o primeiro adiamento: seriam, então, oito etapas no segundo semestre de 2002. A última notícia que tive conhecimento foi de outubro de 2002, dando conta de que a primeira temporada aconteceria em 2004. E nunca mais se ouviu falar a respeito. Não consegui descobrir se os idealizadores dos dois projetos são os mesmos, mas é bem provável que pelo menos um ou outro sejam.


Então, é bom o Flamengo se preocupar mais com o time de futebol, porque a situação está pra lá de horrorosa. Se o campeonato acontecer, ótimo, pois a caixa registradora vai funcionar. Mas é bom não criar expectativas...

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Aqui se faz...

...aqui se paga. Muito mal!!!

Me formei há 10 anos, completados em julho. Por acaso, fui orador da minha turma e lembro ter criado alguns desconfortos com o meu discurso. A colação de grau foi conjunta com as turmas de Publicidade e Relações Públicas, e cada uma tinha o seu orador. E os dois (ou duas, não lembro) caíram, a meu ver, na mesma armadilha da alegria por estar se formando, e suas mensagens se limitaram aos sorrisos, agradecimentos e piadas da hora.

Sempre fui meio ranzinza, mas sempre acreditei que não estou no mundo a passeio. Quando decidi ser jornalista, minha primeira preocupação foi entender a exata dimensão de ser um profissional de Comunicação Social, de ser o responsável por transmitir e amplificar mensagens, por ser um formador de opinião.

Pois no tal discurso que fiz, no dia de minha formatura, chutei o balde e baixei o cacete no mercado que sempre foi prostituído. Afinal, de que adiantaria ser jornalista – depois de ter estudado anos para isso – se qualquer um poderia assumir meu lugar. “Basta ter bom texto”. Felizmente para nós e infelizmente para os outros, ser um profissional de comunicação não é brincadeira. Não é à toa que temos até legislação própria, apesar da falta de regulamentação de carreiras e coisas do gênero.

Muito grotescamente, lembro de ter dito que um jornalista não pode sair por aí operando corações ou construindo prédios, enquanto engenheiros, médicos e afins – é comum em redações e empresas – podem assumir posições de jornalistas. Por quê?

Além da falta de respeito (muitas vezes disfarçada) pelos profissionais (de fato) de comunicação, isso acarreta na diminuição crônica dos nossos salários. Já tinha percebido isso quando comecei a procurar um outro trabalho. Estou empregado, mas acredito que meu ciclo onde estou, se ainda não acabou, está muito próximo de acabar. E o que encontrei por aí? Salários ridículos.

E por quê só resolvi escrever sobre isso agora? Às vezes, a gente precisa de um empurrãozinho, que recebi em dois e-mails (Karine Mueller e Sérgio Dias) de um grupo que faço parte.

Meu grande problema é encontrar uma forma de lutar com essa situação. Não temos conselhos, nossos sindicatos não são fortes (muito por culpa nossa) e uma série de outras razões explicam esse quadro (como o excesso de mão-de-obra disponível, por exemplo).

Pois bem, se alguém tiver alguma idéia pra melhorar essa situação, é bom começarmos a agir. É phoda ver um anúncio de vaga para Jornalista com salário de 700 reais. E lamba!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Botões e velas? Preciso de férias, isso sim...

Tudo bem que voltar de férias não é a coisa mais agradável do mundo. É mais do que comum encontrar um monte de pepinos que não existiam quando você se retirou para o seu merecido descanso anual. Além disso, a caixa de e-mail lotada, você precisando se atualizar sobre todos os assuntos o mais rápido possível etc etc etc.

Nada de novo nisso e nada que nos mate. Além do mais, a perspectiva do último final de semana antes de voltar ao trabalho era excelente: estréia com a camisa do Mengão no sábado e regata no domingo. Excelente né? Tem certeza? Pois vejam...

Lá fui eu para o Clube Militar para o Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa – Série Prata. O clima era excelente, muito papo antes de começar, medição dos goleiros, limpeza dos botões para entrar em campo. Grupo de 6 onde se classificavam os dois primeiros. Um favorito e os outros que se matassem pela segunda vaga. E não deu outra, o favorito passou fácil, com cinco vitórias. Mas e eu?

Eu cheguei ao último jogo disputando a passagem pras oitavas. Duas vitórias e duas derrotas e lá fui eu para um jogo em que, em tese, era o favorito. Aí, logo de cara, dois a zero nos dois primeiros chutes. Calma, respira e volta pro jogo. 2 a 1. Finalzinho do primeiro tempo, preparado pra chutar e... Toca o celular do cara, a concentração foi pras picas e a bola pra fora. Logo na saída do segundo tempo, 3 a 1. Não consegui me concentrar de novo e choro a vaga até agora.

“Tudo bem”, pensei, “muito tempo sem jogar e treinar. Na próxima melhora. Amanhã tem regata pra desopilar”. Ledo engano...

Ventou pra cacete, desde às 2h30 da madrugada de sábado. E fiquei sabendo que não foi só em Vila Isbel. Até aí, nada demais, muito pelo contrário. Teríamos uma tripulação mais pesada que o habitual, excelente para o vento forte. Largada para a regata de aniversário do PCSF às 13h. 12h30, já estávamos na água. O vento também. 12h45, o vento deu uma caída, mas nada que atrapalhasse. Na hora da largada, um pouquinho menos de vento, mas – ainda – tudo bem.

Até que, antes mesmo de sair do Saco de São Francisco, acabou o vento. E depois de quase quatro horas tentando velejar ao sabor de lufadas fraquíssimas de uma brisa sem vergonha, a brava tripulação do Picareta, quando ocupava a quarta colocação, desistiu da regata. O tempo limite para que o resultado da regata fosse validado terminava ao pôr do sol (aproximadamente 17h20 do último domingo). Nossa decisão aconteceu às 17 e ainda faltava cerca de um terço para completar o percurso.

O resultado de tudo isso foi um finalzinho de semana xumbreca, esportivamente falando. Hoje, enfim, volta ao batente. Mesa e computador cheios de trabalho, pepinos voando alegremente à minha volta e a sensação de que preciso de férias... De novo.

•••

P.S.: O que falar do Joel Santana mandando o time dar porrada quando perdia de 3 para o Santos, fora o baile. Ah, o Flamengo. Será que um dia voltará a ser o Flamengo?

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Obra, Flamengo e Picareta

Fim de férias, fim da moleza. Acabou-se o que era doce. Depois de três semanas de férias, segunda-feira é dia de voltar ao batente. Se não estou tão descansado como gostaria, também é verdade que não tenho do que reclamar. Uma viagem curta mas ótima, logo na primeira semana. Depois disso...

Veio o Pan, o acidente da TAM, soluções para a obra... É meus amigos, falta menos de dois meses para colocar o bambolê ou, como disse meu primo, me enforcar. A essa altura, sobram preces pra obra acabar a tempo e pra não gaguejar na frente da juíza.

O saldo positivo, sobre a obra, é que falta muito pouca coisa pra comprar, todos os canos já foram trocados, o gás já está funcionando outra vez, o banheiro já está pronto, a cozinha e a parte elétrica quase... Acho que mais um mês no máximo. Em resumo, ela bem que tentou mas parece que vou sobreviver.

•••

Flamengo, ah, Flamengo. Sou filho de tricolor, irmão de tricolor e vou casar com uma tricolor. Parece sina, e é. Mas, como muita gente da minha geração, sou Flamengo e graças à geração do Zico. E, como todo garoto flamengo (flamenguista é coisa para neologista), meu sonho era jogar no Maracanã com a magnética gritando meu nome, logo depois de marcar o gol do título. Todo mundo sabe: não deu.

Mas não é que, depois de velho, virei atleta do Flamengo? Pois é minha gente, a partir de amanhã (dia da estréia) passo a defender o manto sagrado pela Equipe de Futebol de Mesa do Mengão. Na Série Prata (a série B do botão), sem expectativas (afinal, é estréia), mas estarei lá. Quem quiser assistir e torcer, basta ir ao Clube Militar, no Jardim Botânico. Os jogos começam às 13h e a entrada é franca.

•••

Também acabaram as férias do Picareta. No domingo recomeça a temporada de regatas que, até setembro, será uma pedreira. Voltamos à briga pelo Ranking 2007 na regata de aniversário do Praia Clube São Francisco. 11 de agosto é dia de Ilha do Pai; 18 tem Match Race Minas Gerais (Lagoa dos Ingleses); 25 e 26 de agosto e 1 e 2 de setembro tem campeonato Estadual; 7, 8 e 9 de setembro tem Circuito Niterói. Como podem imaginar, não será nada fácil. Por enquanto, estamos em quinto no ranking (terminamos em terceiro em 2006) e precisamos de bons resultados pra, no mínimo, conseguir a mesma posição do ano passado.

Quem quiser torcer e assistir um belo espetáculo, basta dar um pulo no entorno da Baía de Guanabara. Vale, no mínimo, pelo passeio, pela paisagem e pelas belas fotos.



E quem quiser conhecer a classe Velamar22, acompanhar o ranking e conhecer os barcos e tripulações, basta acessar http://www.velamar22.com/.

•••
No mais, aproveito para pedir desculpas a todos os amigos que ‘abandonei’ durante essas atribuladas semanas. A vida vai voltar ao normal, eu prometo.