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terça-feira, 24 de junho de 2008

Futebol é o que eles jogam

Há algum tempo, escrevi sobre as saudades que sentimos de coisas que nos impregnaram a vida sem que, necessariamente, as tenhamos visto ou vivido. Saudades das coisas que vivemos por histórias que lemos ou ouvimos, fotos ou outras imagens... Sou daqueles que ao encontrar uma imagem granulada ou amarelada, tento saber do que se trata.

Na semana passada me encontrei com mais uma dessas saudades. Em tempos de ‘Fora Dunga!’ e derrotas do Brasil para Venezuela e Paraguai, fui assistir ‘1958: o ano em o mundo descobriu o Brasil’.

O filme de José Carlos Asbeg é um dos melhores documentários que assisti na vida. Porque é muito bom tecnicamente, além de emocionante. Bem construído, pesquisa de imagens primorosa, depoimentos excelentes de jogadores brasileiros que ganharam nossa primeira copa, entrevistas impressionantes de jogadores das seleções que enfrentaram o Brasil, histórias curiosas contadas por jornalistas que cobriram o torneio na Suécia, som (dentro das possibilidades) muito bom.

É, no mínimo, emocionante (para quem gosta ou não de futebol) ver, 50 anos depois, como continuam embevecidos os jogadores que perderam para o Brasil. Como chama a atenção a história do lateral esquerdo da União Soviética que, depois de ‘destruído’ por Garrincha, atirou as chuteiras no fundo do vestiário: “nunca mais jogo futebol, o que fazemos não é futebol. Futebol é o que esses brasileiros jogam” (perdoem se, de memória, não consigo reproduzir o texto ipsi literis, mas dá pra entender).

Pois no filme há um drible novo de Garrincha, diferente daquelas mesmas imagens repetidas há anos nas TVs, que vale o ingresso; há destaque para os passes de Didi; há o gol de Nilton Santos, com uma análise tática digna do PVC; há os gols de Pelé, claro.

E é claro que nem tudo é perfeito. Há algumas cenas desnecessárias, produzidas, com atores desempenhando alguns papéis. Mas isso não torna, de forma alguma, o filme ruim. E, depois de aproveitar depoimentos antigos de Didi e Garrincha, falta a entrevista do Pelé.

O duro foi, no dia seguinte a assistir o filme, ver Brasil e Argentina. Aí, meus amigos, é que deu saudade mesmo...

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Pitacos de um final de semana

Sexta-feira chegou e trouxe junto o alívio pelo final de mais uma semana. O santo descanso começou com o já tradicional e sempre muito bom chope na Marina onde – junto com a turma do Boteco 1 – pude ver o início da montagem da estrutura da vela no Pan. O termo Mambembe não seria suficiente para descrever o absurdo que estão fazendo, enquanto todo mundo encheu o bolso de dinheiro nas obras faraônicas e superfaturadas das outras instalações. É claro que tudo será bem disfarçado pela decoração dos jogos, mas deixo um agradecimento especial ao Iphan por não permitir que tivéssemos, finalmente, uma Marina bem estruturada e adaptada aos anos 2000.

Ratatouille
Sábado foi dia de ver como anda a obra e não resolver alguns outros problemas. Mas também foi dia de cinema. A aventura do rato cozinheiro em Paris é simplesmente imperdível: roteiro, direção, trilha sonora, animação, fotografia... Não há como falar mal do filme. De quebra, acertaram em cheio ao não desenhar um rato fofinho, inspirado nos Ursinhos Carinhosos.

Rémy (foto) e todos os ratos do filme (e são muitos, acreditem) têm cara de rato. Pra quem gosta de animação, programa excelente para o final de semana. Pra quem não gosta... Deixa de ser bobo e corra pro cinema. Quem tem filhos, vale deixar de ser pão-duro e ir duas vezes: uma para assistir a versão legendada (e a excelente dublagem original) e outra com as crianças, na versão dublada.

6 a 1
Sábado também foi dia de futebol. Sobre o Flamengo eu prefiro não falar e sobre a seleção... Todo mundo feliz porque enfiou 6 no Chile. Não é nada, não é nada, não é nada mesmo. A diferença para o jogo em que o Robinho fez 3 e ganhou sozinho, na primeira fase, é que dessa vez todo mundo resolver aparecer. Até o Wagner Love. Para mim, o jogo só serviu para comprovar que os nossos cabeças-de-bagre são melhores que os deles.

O interessante do jogo foi ver a coletiva do Dunga. Ele disse que sempre teve convicção e sabia que, com o tempo, os resultados iriam aparecer. Tudo ok? Tem certeza? Então vejam:

Diego (elogiado pelo projeto de técnico depois do jogo contra a Inglaterra) chegou à Venezuela titular mas foi barrado depois de 45 minutos por Anderson, que jogou 90 (45 bem, 45 mal) que foi barrado por Julio Batista, a fera. Elano, que foi o homem de confiança durante todos os amistosos, chegou à Venezuela titular-absoluto-intocável-ninguém-mexe-tira-a-mão-que-é-meu e foi barrado por Josué depois de 150 minutos. Poderia até dar outros exemplos, mas haja paciência... Só queria saber onde está a convicção????

Domingão
Corrida e Wimbledon de manhã. Resolver o clube à tarde e mais cinema. O Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado. Não consegui classificar o filme. Os efeitos especiais, como era de se esperar, muito bons, fotografia razoável etc etc etc. Basicamente, é um filme imperdível para os amantes de Marvel, mas que os outros podem esperar chegar à TV a cabo. No final do dia, o macarrão que, dessa vez, não era da Mamma, mas estava excelente.


PS.: Os cariocas já estão treinadinhos para o Pan, todo mundo já sabe encarar engarrafamento direitinho.