
Tu és time de tradição
Raça, amor e paixão
Ó meu Mengo
Eu sempre te amarei
Onde estiver estarei
Ó meu Mengo

Foto: Ivo Gonzales (O Globo)
Futebol (Flamengo - claro! - e os outros - pra não deixar ninguém triste), música, fórmula 1, cinema, vela, tv, carnaval, política, livros, Comunicação (com letra maiúscula porque é ciência e não é pra amadores), viagens, casa, futebol de botão, amigos e tudo o mais que der na telha.
Na quarta passada, começou a Libertadores 2008 para o Flamengo. O jogo, o Flamengo foi bisonho: um empate safado contra o Coronel Bolognesi (quem?!). Resultado devidamente debitado na conta do Joel. Para compensar, ontem vencemos a semi-final da taça Guanabara, jogando contra aquele time. Aliás, como já é mais que hábito em partidas decisivas entre os dois clubes. Do jogo de ontem, ficou claro que – se o Joel deixar o time jogar como deve – o Flamengo pode fazer uma bela participação na Libertadores e no Brasileiro que está por vir.
Apesar de tudo, estávamos confiantes. Afinal, tínhamos o melhor time do planeta: o melhor jogador do mundo e, para mim, o melhor que já vi jogar (e olha que eu vi Pelé, Maradona, Platini, Sócrates, Rivelino, Tostão...); um goleiro que deveria ser titular da Seleção (Raul); Leandro e Júnior, os melhores laterais do mundo; uma zaga de nível de Seleção (Marinho e Mozer); e, do meio campo pra frente, era até covardia – Andrade, Adílio, Tita, Nunes e Lico. No banco, jogadores de categoria e nosso técnico Paulo Cesar Carpegiani que, como jogador, depois do Zico, não vi melhor no Brasil. Como técnico, era um discípulo de Coutinho. Por trás de todos esses craques, o homem que era presidente, supervisor, auxiliar técnico, massagista etc.: Domingo Bosco. Como perder, irmão? Impossível.
A pancadaria começou cedo e um chileno foi expulso. Metemos o primeiro (Zico). O Andrade se excedeu e também foi expulso. Mas em nenhum momento tive medo de perder a partida. Pelo menos, até o juiz anular um gol nosso e começarmos a perder muitas oportunidades. Aí, comecei a me preocupar, até que o Zico fez aquele gol de falta, no finzinho do jogo. Detalhe: na hora do gol do Galo, nossa galera, ao invés de gritar de felicidade, se abraçou e começou a chorar... O estádio Centenário todo pulando, gritando “é campeão!” e nós sentados e chorando. A galera sequer viu o soco do Anselmo no Mario Soto.
Podem me chamar de louco, mas meu técnico preferido para 2008 seria Carlos Alberto Torres. Podem me chamar de insandecido, mas meu gerente de futebol para 2008 seria o Carlinhos. Conhece o clube, entende de futebol e tem a calma necessária para organizar o clube.
Às vezes tenho a plena convicção de que sou uma besta. Ontem foi um dia assim. Melhor, uma noite. Recebi três convites para ir ao Maracanã assistir ao Fla-Flu. Jogo adiado por causa do Pan, o Flamengo mal na tabela e com um time horroroso, o Fluminense vindo de um sacode no Santos. “Vou não, não tô acreditando muito e ainda to duro... Deixa pra próxima.”