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sexta-feira, 15 de maio de 2009

Andei pensando...

Se tiver algum louco suficiente para visitar todos os posts desse blog, vai perceber várias coisas interessantes. A começar pela data da primeira postagem: 25 de junho de 2007. Ou seja, cheguei muito tarde nesse mundo estranho, onde se encontra de tudo um pouco, chamado blogosfera.

E sem sequer imaginar onde eu estava pisando, comecei um blog e passei por várias fases, algumas mais longas outras mais curtas, como qualquer adolescente fazendo descobertas. Até, como diz uma das três moças que vivem comigo, o ‘querido diário’.

E como os amigos que dispensam alguma atenção também podem imaginar, esse negócio meio que encheu o saco. Ou a última postagem não seria de fevereiro deste ano.

Encheu o saco e comecei a pensar, pensar, pensar... Podem acreditar, sou capaz de pensar muito. O que não quer dizer que isso resulte em algo realmente útil. Mas no final, vale o consolo: eu tento!

Se, dessa vez, o resultado será útil ou não, vamos descobrir com o tempo. Na prática, mudando de endereço web. E essa mudança também pretende ser de conteúdo. Mais do que simplesmente falar sobre o que aconteceu ou contar alguma história (para mim, pelo menos) interessante, vou começar a escrever sobre o que penso.

Sobre tudo, ou quase tudo. Então, no que se trata do Flamengo, ainda vou derramar minhas expectativas sobre o escrete fabuloso. Meu pai, por exemplo, costuma dizer que sou como um profeta do apocalipse, por sempre esperar o pior. Também estarão lá o Picareta, meus livros e discos, filmes, TV, carreira e, por que não, meu quase analfabetismo digital.

Enfim, vou tentar ser mais (pelo menos um pouquinho mais) autoral, como exige essa web 2.0 que estou tentando desvendar.

Esse blog ficará guardado como lembrança, afinal há algumas histórias realmente boas por aqui. Mas já deu. E a nova casa é o Andei pensando. Sejam bem-vindos.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Dante e as cataratas do Iguaçu

Eram, mais ou menos, 20h30 de segunda-feira e, como boa parte das famílias brasileiras, eu e Mariana jantávamos no quarto assistindo ao Jornal Nacional. De repente, Adriça e Joana correram para a sala e começaram a latir perto da porta. A princípio, nada de estranho. Sempre que as luzes de casa estão apagadas e alguém passa pelo corredor, elas fazem o mesmo. Chamamos as duas e depois de dois ou três gritos elas voltaram.

De repente, a Mariana pergunta se eu não estava sentindo cheiro de queimado. Como eu tinha preparado a comida, fui até a cozinha para dar uma olhada (quem sabe não esqueci o forno acesso?). Tudo normal. Dei uma volta pela casa e, mais uma vez, tudo normal. Quando voltei para o quarto ela reclamou de novo do cheiro de queimado.

- Não parece cheiro de vela derretendo?
- Sei lá. Aqui em casa não tem nada errado. E nem vela temos acesa.

Quando terminamos de jantar, 20h55, deixei ela no quarto e fui para o escritório me divertir no computador e assistir ao Linha de Passe, a mesa redonda da ESPN Brasil.

- Me chama na hora que Pantanal começar...

Aquele cheirinho de queimado continuava, mas fraco, nada demais. Mas, de repente, o síndico e o zelador do prédio passaram pelo corredor de serviço:

- Vamos fechar aqui rapidinho para colocar a escada. Vamos entrar no apartamento de cima. Parece que tem fogo no quarto e não tem ninguém em casa.
- Precisa de alguma ajuda? – ainda perguntei.
- Não, já estamos com os extintores e só tem uma escada mesmo

Seguiram-se os barulhos de dois extintores e os dois desistindo, dizendo que não dava pra entrar, mas pra gente ficar calmo porque já tinham chamado os bombeiros.

Foi nessa hora que falei pra Mariana vestir alguma coisa, tirar tudo das tomadas, pegar as cachorras e dar no pé. E daí pra frente, foi o seguinte: o fogo lambeu o apartamento em cima do meu, os bombeiros demoraram meia hora pra chegar (mera impressão, pois não marquei o tempo) e, quando entraram, deram aquele banho para apagar o fogo. Acho até que, do ponto de vista dos bombeiros, não foi um dos trabalhos mais complicados.

Quando finalmente fomos liberados e voltamos pra casa, a Mariana entrou no apartamento e eu fui conversar com o síndico sobre o que tinha acontecido, como estava a moradora (que chegou no meio da confusão), se precisava de ajuda com alguma coisa, como levar ao médico etc.

- Gustavo, corre aqui!!!

Quando entrei em casa e vi o que estava acontecendo só uma coisa passou pela minha cabeça: fudeu!!!! (que os amigos desculpem, mas há horas e horas para um palavrão. Nessas circunstâncias, além de bem aplicado, poderia pensar em pelo menos mais uma dezena para substituí-lo).

A água escorreu pelo teto e pela parede, por cima do armário. De MDF, a estrutura virou esponja e estufou. O que tinha dentro, ficou molhado e com cheiro de fuligem.

Ondas...
A água que apagou o fogo no andar de cima escorria pela laje e pelas paredes do meu quarto, encharcando o armário por fora e por dentro, pingando em cima da TV e DVD, e alagando o quarto. Meio que no desespero, levamos os aparelhos para a sala e jogamos o que tinha nos armários, tanto quanto foi possível, em cima da cama. Ao mesmo tempo, mas em menor quantidade, também começou a pingar no escritório. E tratamos de salvar os computadores enquanto sofria pela possibilidade de perder os livros...


Do outro lado do quarto, mais água pingando e escorrendo em cima de armário, TV e DVD. Até a parede estufou.

Atrás do módulo da TV, o chão encharcado e sujo de fuligem, rodapés e fiação estragados.

Parênteses: há um certo lado cômico nessas situações. É impressionante como gente que nunca olhou pra você, de repente, começa a entrar na sua casa para olhar o que está acontecendo. E enquanto você tenta achar uma solução, é um tal de ‘ai meu Deus’, ‘ohs’ e ‘ahs’ sensacional. Também é legal que todo mundo ofereça ajuda, mesmo que não saiba como ou possa fazê-lo.

Com as coisas protegidas, dentro do possível, e já começando a ver a água escorrer pelo corredor do apartamento, fomos dormir na casa da minha mãe.

O dia seguinte foi de juntar tudo, arranjar um caminhão de mudança às pressas e dar o fora. Conseguimos levar quase tudo. Ainda voltamos ao apartamento na quarta e passaremos de novo no final de semana, pois ainda sobraram algumas coisas menores para levar.

Agora é conseguir contato com a moradora ou seu filho para tentar diminuir os prejuízos que não foram poucos.

A casa nova e a bagunça da mudança.
Saí de Vila Isabel (mas é bom deixar claro que nunca abandonarei o melhor bairro do mundo) e me tornei, oficialmente, um tijucano (vale o registro de que a Tijuca é o único bairro do Rio, quiçá do Brasil, com gentílico reconhecido). Agora, levantar as mãos para o céu e agradecer que, fora o susto, a aporrinhação e o prejuízo, ninguém se machucou. E vida que segue.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Parabéns pra mim

Como os amigos sabem, comemorei meu aniversário (28/11 – se não sabe, aproveita pra anotar e lembrar no ano que vem) no último sábado, 01/12. O local escolhido foi o Centro Cultural Memórias do Rio. Eu não conhecia mas o cheiro era de boa coisa, a promessa era de samba de raiz.

Pois saibam que foi bom. É isso mesmo, nem excelente nem horroroso. A casa é legal, com uma decoração bacana, a cerveja estava gelada, os acepipes gostosos e seus preços eram bem honestos.

Mas como nem tudo é perfeito... As bebidas chegavam rápido, mas os comes... É inaceitável que se demore 40 minutos para se fritar uma porção de pastéis. E a casa nem estava lotada.

O outro senão foi a música. O repertório era realmente muito bom, mas quando entrei em contato com a casa pra fazer a reserva, me disseram que o som começava às 22 e rolava por cerca de quatro, talvez cinco horas.

Pois o grupo começou com meia hora de atraso e, depois de uma hora de música, intervalo de mais uma hora (ou mais). Depois, música até uma da manhã. E só. Me senti enganado e enganando a turma que apareceu por lá. E se meu conselho vale de alguma coisa, procurem outro lugar para freqüentar.

Sobre os amigos, o que falar? Formidáveis como sempre. É claro que muita gente não pode ir e muita gente não quer ir. E daí? Amizades são maiores que isso. Muito obrigado aos que apareceram e fizeram meu aniversário mais feliz. Seguem as fotos.




Mulheres da minha vida: Mariana e minha mãe, Zezé

Marcos Paulo, Roberta e Mariana
Alexandre e Aline Armando e Aline Mauricio e Tamara Julia e Fernando André e Janaína Louise e Oscar Norma e Alvaro Paula e Zuzu


Damas do Boteco 1: Aurete, Marisa, Aline e Louise
A foto do fotógrafo José Carlos Roque, Roque, Rial ou Dundum, como acharem melhor
'Os Intocáveis': Armando, eu, Oscar, Rial e Morcegão. Só faltaram os ternos, chapéus e armas.
Minha dama evoluindo no salão
(quase) Todos juntos

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Adriça

Foram 15 dias sem escrever simplesmente porque foram 15 dias sem maiores notícias. E, nesse meio tempo, esse feriadão estranho de quinta e terça com dois dias úteis (ou quase úteis) no meio.

A programação inicial era passar quatro dias em Boa Esperança, que fica perto de Lumiar que fica perto de Friburgo. Mas a viagem não aconteceu, o que foi bom porque deu pra dar uma geral na casa, descansar e – finalmente – assistir o mais que badalado Tropa de Elite.

Enfim, esse post é pra falar da Adriça. Mas, antes, é bom explicar algumas coisas para os não iniciados.

Cabo é qualquer coisa que qualquer um que entra em um barco pela primeira vez chama de corda e que vocês, agora que já sabem, não cometerão essa gafe. Gosseiramente, escotas são os cabos que ficam no convés e pelos quais se regulam as velas do barco; adriças são os cabos que sobem paralelos ao mastro e pelos quais se levantam as velas. Acho que ficou fácil de entender né?



Pois então. Essa linda schnauzer aí na foto é a Adriça, a nova moradora do Solar dos Sirelli. Nasceu no dia 5 de setembro em Jacarepaguá e se tornou um nova moradora do fantástico bairro de Vila Isabel no dia 19 de novembro.

Em cerca de 48 horas, além de conquistar todos da família que a conheceram, ela já deixou suas marcas na sala, no meu quarto (quatro vezes...), no escritório (três vezes) e só acertou o lugar certo duas vezes. De quebra, depois de dormir várias horas ao longo do dia (afinal, só tem dois meses e meio de idade), resolveu acordar com a corda toda pra brincar às duas e meia da manhã.

As próximas semanas ainda serão de muito cocô no lugar errado e esporro até ela aprender onde deve fazer o quê. Mas não duvidem, é divertido, uma delícia mesmo.

É isso meus caros, agora eu tenho uma cachorrinha e, aqui, a nova integrante da família está oficialmente apresentada. E para quem achar que sou tarado por causa do nome da bicha, quem deu a idéia foi a Mariana, “mãe” babona e orgulhosa.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Casei!!!

Pois bem, agora – reza a lenda – posso dizer-me um homem sério.

Tudo estava programado para acontecer da maneira mais simples e ordenada possível, mas o bendito enlace acabou se transformando numa epopéia digna de Dante (ok, ok, dêem os devidos descontos).

Como ia dizendo, tudo caminhava para ser muito simples. Trabalharia normalmente na quinta-feira, almoçaria com amigos, sairia do trabalho pelas 15h45 em direção ao cartório, casaríamos às 16h40 (claro que havia a possibilidade de um pequeno atraso mas nada além da normalidade carioca), e viríamos pra casa contrair núpcias. Simplérrimo não? Pois nada disso aconteceu.

26/09, a queda
A bagunça começou no almoço de quarta. Fui encontrar uma amiga e na esquina de Rio Branco com Sete de Setembro, em frente ao Bob’s, fui abaixo. É isso mesmo, fui abaixo, ao chão, levei um tombo daqueles fenomenais. Pisei em falso num desnível da calçada e, de repente, não mais que de repente, estava estatelado. Susto fora, uma dorzinha no pé direito, mas nada demais.

Fui almoçar, trocar uma camisa, comprar gravata, procurar sapato. No pé, só uma dorzinha incomodando, nada que o descanso por trabalhar sentado em frente ao PC não resolvesse. Pois foi justamente aí, quando o corpo esfriou, que o pé começou a latejar e doer pra valer.

Fui ao serviço médico de onde fui removido para uma clínica onde bateram uma chapa (expressão moderna para raio-X) pela qual se constatou uma torção e por causa dela me colocaram a tornozeleira que vocês podem ver na foto. O pé, mais inchado que sei lá o quê.

A solução é repouso, gelo e antiinflamatório. Tudo bem: é só fazer tratamento intensivo até a hora do casamento (que seria rápido), logo depois voltar pra casa para mais gelo e repouso e sexta já volto ao batente. Mole? Pois hoje é sexta e estou em casa.

27/09, o casamento e a falta de moral e cívica
Cheguei no cartório (obrigado à minha irmã pela carona) às 16h20 e Mariana já estava lá, devidamente acompanhada pela sua patota. Foi quando descobri que o horário marcado com os noivos era apenas para qualificar os nubentes e as testemunhas. A juíza só chegaria às 18h30 e o casamento só aconteceria depois das 19h.

Como nós, havia outros 13 casais. Pois a juíza chegou na hora dela, mas só começou os procedimentos por volta das oito da noite. Resultado: quase quatro horas esperando por algo que demorou cerca de cinco minutos. Trágico retrato da falta de respeito, da falta de cidadania, da falta de moral e cívica. Tudo isso comandado por uma ilustríssima juíza, justamente alguém que deveria zelar por todos os valores... Como diria um amigo, Brasil-sil-sil!!!!

28/09, a ressaca
Saímos do cartório e fomos pra casa do meu sogro. Mal entrei e já derrubei gelo no pé. Champagne, apenas para um brinde para não tirar o efeito do remédio. Quando cheguei em casa, mais gelo.

E os resultados das quatro horas de espera no cartório foram os seguintes: o bambolê está no dedo e o pé, essa bola que vocês estão vendo na foto que tirei hoje de manhã (se clicarem nela, poderão admirar esse pezinho 44 de maneira ampliada).

Deixa estar que, além de gelo, tornozeleira e repouso, todos os santos, bruxos e afins já foram convocados para dar uma mãozinha na recuperação e até domingo estarei 100%.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Lar, doce lar… (2)

O título desse post também poderia ser ‘contagem regressiva’. A essa altura, todos os amigos já sabem que fiz uma obra que durou quase três meses no meu apartamento, que o pedreiro deixou suas marcas e que vou me casar. E é exatamente por isso que ‘contagem regressiva’ cairia bem: faltam 6 dias.

Então, como diria o Tião, o açougueiro da esquina (afinal, esse negócio de Jack, além de não ser nada carioca, está mais do que ultrapassado), vamos por partes.

A obra terminou, oficialmente, há duas semanas, num sábado. Na segunda, chegaram os armários. 109 caixas que, segundo a loja, estariam montadas em oito dias (úteis). Registre-se que o número de caixas e sacos de tralha (útil e inútil), espalhados pelo apartamento era equivalente.

Pra completar, o pequeno espaço de tempo que separou o término oficial da obra e a entrega dos armários serviu para identificarmos as lambanças que o bendito pedreiro deixou (como um artista assinando sua obra) e entrarmos em pânico: não vai dar tempo!!!

Vocês conhecem a lei das compensações? Pois não é que os oito dias de montagem de armários se transformaram em três? Acreditem: ganhamos cinco dias. Só pode ter sido uma compensação pelas lambanças do bendito pedreiro...

Enfim, me mudei de volta para casa e começamos a arrumar as coisas. Depois de uma boa faxina nos armários, começou a arrumação. Bons agouros: livros todos arrumados, roupa toda já no armário, duas bolsas cheias de peças antigas para doar (se alguém conhecer alguém que precisa, é só avisar), quilos e quilos de lixo devidamente descartados e... É impressionante, mas a casa ainda está uma zona. A impressão é que a bagunça brota do chão. Mas não há de ser nada, daqui a pouco, tudo se resolve.

Pra terminar, ontem foi um dia especial. Justo quando faltava exatamente uma semana para ficar em pé diante da juíza e dizer o sim (sem o constrangimento de mandar repetir a pergunta), a Mariana resolveu chegar. E aquele armário novo, cheio de portas enormes e com espaço suficiente para os suprimentos de um batalhão em operação, ficou pequenininho. O mais impressionante: não chegou tudo... Ah, mulheres...

O final de semana que começa hoje à noite será de muita arrumação e finalização da mudança da Mari (será que vai caber?). O tempo livre é cada vez mais raro (minha impressão é que a vida só volta ao norma depois da lua de mel) para que tudo esteja pronto e arrumado e consertado antes do dia 27.
E naquela contagem a que me referi lá em cima, faltam 6 dias (e umas 3 ou 4 gavetas vazias).

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Lar, doce lar...

Alguns dias sem dar notícias com um feriado no meio. Mas, pra quem acompanha minha obra desde o início... (aqui há uma parada para dar suspense, nada demais, só o suficiente pra colocar o povo que não sabe de nada em dia com a história)

Pra quem não acompanha, desde o primeiro capítulo, a novela em que se transformou o meu apartamento, segue um pequeno resumo.

O apartamento é de 1956 e nunca passou por nenhuma reforma estrutural. Há três anos morava lá, utilizando tudo do jeito que a vovó deixou. Mas, então, resolvemos – eu e Mari – nos casar. As opções eram as seguintes: reformar o atual ou alugar um outro apartamento.

Não precisamos colocar o plano B em ação. Depois de todas as autorizações para a obra já conseguidas (obrigado Vovó e obrigado ao meu pai, que ajudou na articulação), começamos o calvário: descobrir tudo o que era necessário fazer, listar material, comprar material, fazer a obra (que sempre tem muitas surpresas no meio do caminho, como os canos de gás). De quebra, tínhamos que pensar na decoração da casa, se ficávamos com os móveis antigos ou se poderíamos nos dar ao luxo e ter, efetivamente, uma casa nova.

Pois meus amigos (aqui acaba o intervalo de suspense, aquele que começou lá em cima), tudo está dando certo. A obra acabou 2 meses e três semanas depois e vamos ter uma casa novinha em folha. O melhor é que já começa a ganhar forma.

Na sexta, a turma da Arapongas (dá-lhe Morcegão, Luis e Márcio) foi buscar o que sobrou da mobília antiga, doação pra quem precisa muito. O sábado foi meio enrolado, mas conseguimos mandar fazer o orçamento dos móveis da sala (sofá e mesinhas de canto e centro). A resposta chega até quarta. Ontem fomos a Teresópolis e compramos nossa sala de jantar, que será entregue a tempo.

Hoje serão entregues os projetos do quarto, escritório e cozinha (serão 8 dias pra montar tudo). O sofá-cama para o escritório chegará em breve, assim como a máquina de lavar e a cobertura da área/varanda. De quebra, já estão funcionando geladeira, fogão e microondas (é só ligar na tomada). É claro que sempre tem uma ou outra coisinha pra melhorar, mas vamos resolver tudo.

Só faltam 17 dias pra dizer o sim, assinar o papel e estarmos casados. E, surpreendentemente pra mim, tudo estará pronto a tempo.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Aaaahhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!

Imaginem que vocês estão em um lugar bem tranqüilo, ouvindo sons agradáveis da natureza, como um rio correndo ao longe, folhas e flores balançando ao vento, um ou outro pássaro cantando. Nesse cenário, você está sentado na varanda daquela casa que você sonhou, com a companhia que você sempre desejou. Tudo mais que perfeito quando, de repente...

Aaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!

Um grito gutural, fantasmagórico, horripilante, desesperado e desesperador.

Já experimentou essa situação? Não? Pois se não quer passar por isso, não faça obras em casa. PQP!!! Eu caí nessa armadilha. “Pô, mas fazer a obra não é uma escolha?” Sim e não. Porque, sempre que você resolve fazer uma obra, acontecem duas: a primeira, claro, aquela que você planejou. A outra...

Vou falar da primeira, a escolhida. Você decide melhorar o lugar que você vive e escolhe pisos, tintas, metais etc, etc, etc. É cansativo porque você visita um monte de lojas pra fazer orçamento, fica na dúvida sobre o material que vai utilizar, o quê combina com quê. Pra tudo isso há um planejamento para o qual há uma verba, uma dotação orçamentária (termo lindo, principalmente em época de votação da LDO, Renans e Roriz). Além disso, pedreiro contratado, preço chorado, prazo combinado.

Quando começa a obra, em compensação... Depois de dois ou três dias, você já fica apavorado só de ouvir o telefone tocar. “Gustavo, é o Emerson meu querido. To precisando falar com você, esqueceu de comprar...” Aqui, é bom deixar claro que a expressão ‘esqueceu de comprar’ pode ser substituída por ‘vai precisar’, ‘veio errado’ ou qualquer uma que possa significar “deu merda!”.

(Aproveito para pedir desculpas aos amigos e 3 ou 4 leitores que passam por aqui, pelo palavrão. Eu sei que o espaço é familiar, mas tem horas que só um palavrão expressa realmente a situação. Obra é um caso desses e como, provavelmente, devo voltar ao assunto mais cedo ou mais tarde, já me penitencio antecipadamente.)

A verdade é que, por pequenos detalhes, tudo corria razoavelmente bem lá em casa até a visita da CEG. Verificaram e constataram que a tubulação de gás está entupida e, pela idade da criança (pouco mais de 50 anos), provavelmente vou ter que quebrar tudo porque – se tentar desentupir – há o risco de explodir toda a tubulação do prédio. Não é um espetáculo?
E o que é tudo? Tudo é o prédio, a casa do vizinho e o apartamento abandonado ao lado do meu. Se quebra, tem que refazer. Ou seja, material e mão-de-obra, fora o atraso. Enfim, tô fud...... Então, meus amigos, se ouvirem falar que ‘está lá o corpo estendido no chão’ e o corpo for o meu, não se assustem. Podem avisar a polícia que não precisa nem investigar. A assassina é a obra.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Tô na área

Há três anos, sob sugestões de amigos, criei um fotolog. Teve até relativo sucesso enquanto eu tive a relativa paciência de atualizá-lo periodicamente. Consegui, por algum tempo, manter a turma de perto, de longe ou nem tanto em dia sobre o que estava acontecendo com este que vos fala (ou escreve, sei lá)

Mas chegou uma hora que... Enchi o saco!!! Só pra vocês terem uma idéia, a última vez que atualizei a página foi há cinco meses atrás.

Se vocês chegaram até aqui, já deu pra perceber que, apesar do saco cheio, não desisti. Apenas mudei de veículo, de mídia como diriam os marqueteiros. E pra quê vai servir o Blog do Sirelli? Pra tudo e pra nada, ao mesmo tempo.

Vai servir pra mandar notícias a quem, de perto, de longe ou nem tanto, o tempo insuficiente não permite ver sempre que se quer: família e amigos espalhados pelo Brasil e pelo mundo de meu Deus. Também vai servir pra falar das coisas que gosto, mesmo que não tenha motivo aparente: futebol (Flamengo - claro! - e os outros - pra não deixar ninguém triste), música, fórmula 1, cinema, vela, tv, carnaval, política, livros, Comunicação, viagens, casa, futebol de botão (do que ando com muita saudade), amigos e tudo o mais que der na telha.

Se você tiver paciência, divirta-se. Se não, esteja à vontade. E é claro que sempre que concordar ou discordar de qualquer coisa que está escrito, é só deixar o post. Também pode deixar sugestão sobre o que falar no blog, mas gostaria de lembrar que posso acatá-las ou não. Afinal, o blog é meu e vale o que me der na telha. Só não pode esquecer que o ambiente é familiar. Resumindo, sejam todos bem vindos.

Beijos e abraços a quem de direito.