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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Eu tremo, tu tremes, mas o u não tem trema mais

E viva a internet. Pelos motivos óbvios, claro, que não estou aqui para elucubrar. A possibilidade de encontrar coisas e pessoas que sem a rede seria impossível é sensacional.

Pois olhem que estou, desde que ouvi falar a respeito e – principalmente - desde que entrou em vigor, querendo falar a respeito da maravilhosa, sensacional, imprescindível, fundamental reforma ortográfica. E não sabia como, sem o risco de cair no óbvio. Pois rodando por aí, de site em site, de blog em blog, encontrei o Interligue-se, da Nathália Pimentel. Nele, os textos abaixo. Um deles da própria e o de baixo, que li com gosto, do Daniel Gavin (desse, não encontrei link, blog ou quetais).

Do que a Nathália escreveu, concordo em gênero, número e grau, no que diz respeito às crianças. No que me diz respeito, resolvi me rebelar. E se, por ofício, não posso ignorar a reforma, assumo o compromisso de usar o trema para todo o sempre. E, quem sabe, fazer meu filho (ou filha)- que um dia vai chegar – entender que lingüiça não é linghiça. Espero que gostem.

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Hoje não vim deixar um texto meu.

Vou apenas deixar minha opinião sobre a Reforma Ortográfica da Língua: Acho uma total falta do que fazer.

Se o acento é diferencial, é para diferenciar. Por que sumir com ele? Se o trema é pra dar som ao 'u', coloque-o lá. Tadinho do bichinho, o que foi que ele te fez?

Não concordo que isso vá facilitar a vida de alguém, sinceramente. Principalmente na fase da alfabetização. Diz pra mim como explicar ao meu filho, de 6 anos, que na palavra 'quente' o 'u' não tem som e na palavra 'cinquenta' tem. "Qual é a diferença, mamãe? Como vou saber quando ele vai ter som e quando não vai ter?" A resposta, meu filho, era o trema. Agora vai ser como todo o resto: decora. E quando não souber... fala errado mesmo. É assim que o povo faz e, pelo visto, acha bonito.

Ahh... e você, meu amigo das salas dos cursinhos preparatórios, trate de buscar seu guia ortográfico o mais rápido que puder e comece a decorar as novas regras [e as suas exceções]. Sabe aquelas que você passou anos da vida decorando para aquele concurso público tão esperado?? Esqueça-as! Isso aí... fizeram o favor de jogá-las no lixo e confundir ainda mais a sua cabeça! E como um grande alento... ainda te deixam 'errar' até 2012. Olha como são legais!

Peço sinceras desculpas para quem é de opinião contrária. Mas eu precisava deixar bem clara a minha insatisfação com essas mudanças sem pé nem cabeça.

Deixo aí pra vocês um texto de Daniel Gavin, talvez sirva para compreenderem um pouco a minha opinião. Porque quando eu li, percebi que a indignação dele tem algo de familiar para mim.


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"Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o problema da falta de autoconfiança do brasileiro na sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas, afinal, o português é difícil demais mesmo. Para não assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos tudo de forma gradual.

No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C" sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os teklados de komputador terão uma tekla a menos, olha çó ke koiza prátika e ekonômika.

Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko no çegundo ano, kuando o problemátiko "H" mudo e todos os acentos, inkluzive o til, seraum eliminados. O "CH" çera çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como "onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe. Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em "tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a vida da jente.

No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai enkorajar a remoçaum de letras dobradas que alem de desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar. Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de pontuaçaum komo virgulas dois pontos aspas e traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam kair e olia falando
çerio já vaum tarde.

No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika mais faciu. Os karioka talvez naum gostem de akabar com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos finau das palavra mas vaum akabar entendendo. Os paulista vaum adorar.

Os goiano vaum kerer aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai tambem ja e eskuliambaçaum.

No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio çertu ? os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.

Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi intende muitu melio i di forma mais façiu e finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve direitu ate us jornalista us publiçitario us blogeru us adivogado us iskrito i ate us pulitiko i u prezidenti olia ço ki maravilia.

Daniel Gavin"


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E aí? Preparados para enfrentar esse futuro?Devo confessar que eu não vou me acostumar... e me sinto feliz por isso.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz 2009!

Começo a escrever esse texto às 18 horas de 31 de dezembro de 2008. Mais em cima da hora é quase impossível. Mas ainda dá tempo de desejar um feliz ano novo para todos.

No seu artigo de hoje, no Globo, o Zuenir Ventura diz que 2009 já começa vencendo por sua originalidade pois, graças à crise, nenhum ano foi tão mal falado antes mesmo de começar. Talvez tenha razão, ainda não dá pra saber.

A verdade é que, feliz ou infelizmente, 2008 está quase quase. Então, ta na hora de deixar pra trás a marolinha do Lula, a derrota do Gabeira, a barriga do Cabanas e tudo o mais que perturbou nossa vida neste ano. Também é hora de aproveitar para pedir desculpas a todos pelas falhas que cometi. E, apesar de a maioria delas ter sido involuntária (como não lembrar de ligar para dar parabéns ao Gabriel e ao Caius nos dias 23 e 25 de julho ou nem sequer procurar o grande amigo Zé Carlos que, lá em Portugal passou aperto com seu braço, para desejar melhoras), reconhece-las é o mínimo que se deve fazer.

Voltando ao texto do Zuenir e ao ano que vai começar, é que - se há algo que aprendi no mar – previsões são apenas isso: previsões. Então, nada de desespero. Para a marolinha que está se transformando em onda, peguem as pranchas e se preparem para pega-la. Para a derrota do Gabeira, vamos usar nosso bom humor, persistência e paciência para aturar o Eduardo e seus ‘eduardinhos’. E contra os ‘Cabañas’ que há por aí, voltemos à arquibancada para empurrar nosso escrete. Uma hora a vitória acontece.

A todos os amigos os tradicionais desejos de saúde e força para enfrentar mais um ano. Que todos tenham muito mais motivos para sorrir do que para fazer bicos ou abrir berreiros; que todos tenham dinheiro para saldar suas dívidas, matar suas vontades e – tomara - ainda guardar um pouquinho; que os laços sejam mantidos e que os nós sejam desatados. Enfim, que o vento seja forte e nosso barco bem seguro para seguirmos em frente, vencendo as correntes contrárias e superando as tempestades.

Feliz 2009!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Quanto tempo...

Faz mais de um mês que não apareço por aqui. E já aconteceu foi coisa nesse período... O Flamengo foi campeão estadual e vergonhosamente eliminado da Libertadores; o Flu está na semi-final. O apedeuta andou caprichando e até o Minc virou ministro, enquanto a Amazônia quase foi vendida em lotes por US$ 50 milhões. Um padre saiu voando, prenderam os Nardoni, o Ronaldo pegou uns travestis, o Guga se aposentou e o Juvenal Antena desistiu de sua candidatura.

Lá em casa também teve novidades nesse período. Dois novos moradores: o Timão, um peixe beta, e a Joana, uma schnauzer que chegou pra fazer companhia à Adriça. Qualquer dia desses, pinta uma foto pra apresentá-los aos amigos.

Por algumas circunstâncias, não é raro que problemas de rotina acabem se transformando nos piores problemas do mundo. Discussões em família, problemas no trabalho... Nada que o tempo não resolva. Mas o dia-a-dia anda meio enrolado. Estamos procurando apartamento há algum tempo e a equação “qualidade + preço = podemos pagar” não está fácil de resolver.



Além disso, ando estudando para alguns concursos. Com a proximidade de algumas provas, num ritmo bem além da simples manutenção.

O resultado é que ando meio recluso mesmo. E por conta disso, acabei deixando algumas coisas de lado. Perdi, inclusive, os aniversários de alguns amigos (para vários, nem liguei para dar um abraço, o que é uma vergonha né Zé Carlos, né Mariana, Bianca...) e outros eventos.

Tenho, inclusive, velejado pouco. No último sábado fui pra água depois de quase um mês sem pisar no barco. Numa regata que deveria durar umas três horas, duas calmarias (no início e no final) nos fez levar quase o dobro do tempo para cruzar a linha. Pelo menos, vencemos. Valeu comandante. Foi excelente para dar uma desanuviada. Mas no próximo final de semana já tem regata de novo e, novamente, não estarei a bordo. Boa sorte ao Picareta.

Enfim, como já escrevi aqui, escrever é muito bom para desopilar o fígado. É por isso que passei aqui, além de avisar os amigos que ainda estou vivo e manter o blog em – precário - funcionamento. Se tudo der certo, volto breve e com boas notícias. No mais, vida que segue.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Pré-Páscoa movimentada

Desde 11 de março, quando estava muito feliz da minha vida por estar em terceiro lugar no Campeonato Estadual de Velamar22, que não escrevo. Pelo sumiço, os amigos são bem capazes de imaginar que algo saiu errado. E foi isso mesmo. Faltavam duas regatas para acabar a disputa, não andamos bem e terminamos em quarto, no desempate.

Na ressaca entre o final do campeonato e a Páscoa, a semana foi bem movimentada. E eu preferi esperar um pouco até todo mundo formar alguma opinião sobre os temas antes de falar a respeito.

O pau quebrou no Tibet e é claro que sou a favor da campanha Free Tibet, pois não dá pra ser a favor da China nessa situação. Mas naquela confusão, gostei mesmo foi do Dalai Lama que gritou avisando que se os tibetanos continuassem a briga, renunciaria. Oriente à parte, só uma pergunta: se o Acre resolvesse ser independente e o Brasil invadisse o estado para evitar a separação, você seria contra (uma situação não tem nada a ver com a outra, mas vale o exercício de imaginação)?

Ainda sobre a China, a organização Repórteres Sem Fronteiras continua protestando, usando e abusando dos meios de comunicação de todo o mundo contra a realização das Olimpíadas na China, por conta da briga com o Tibet e – o que realmente importa à ong – da falta de liberdade de expressão, além de vários jornalistas presos no país.

Não imagino que se possa ter outra opinião a respeito da falta de liberdade na China e tudo o que isso acarreta, mas não acho que os Jogos deveriam ser cancelados (e é claro que não serão). Mas é boa a atitude da União Européia, que não enviará representantes do Parlamento Europeu à festa de abertura. Quanto mais embaraços ao governo chinês, melhor. Seria excelente, por exemplo, que nenhuma nação enviasse representantes oficiais. E, só pra lembrar, por muito menos, Cuba e Fidel foram isolados por décadas.

Nessa semana muito animada, começou (extra-oficialmente) a campanha para prefeito do Rio. Pra quem tem Crivella, depois de quase mil anos de César Maia, liderando as pesquisas, é um alento ter a candidatura de Fernando Gabeira. Apesar de uma aliança, mais do que improvável, impossível há algum tempo (PV-PSDB-PPS), Gabeira fez algumas exigências interessantes para assinar o acordo e aceitar ser candidato. Mesmo que nem todas sejam respeitadas se eleito – como a não indicação política para alguns cargos -, pela história dele e pelos concorrentes, eu não poderia ter outro candidato.

E estou, desde já, em campanha. Ou ninguém reparou que o blog, que até outro dia era branco, agora é verde?

Além disso tudo, o Flamengo ganhou do Nacional e da Cabofriense (uau!!), encontraram uma tonelada de cocaína circulando por aí, mais brasileiros foram barrados na Espanha, o Congresso luta contra as MPs etc, etc, etc... Sobre o feriado? Subi a serra para os lados de Lumiar, São Pedro da Serra e Boa Esperança. Quando conseguir baixar as fotos, conto como foi.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

IPTU e o verão carioca


O verão no Rio é ou tem sempre uma novidade. Já teve o píer de Ipanema e as Dunas da Gal, o Circo Voador no Arpoador, o Rock n’Rio, o apitaço do Posto 9... Noves fora essas grandes ‘marcas’, sempre aparece um bar, uma gíria nova e um monte de outras coisas. Sempre novas. E talvez seja por isso que, apesar de muita gente tentar destruir, o Rio continua sendo o Rio.

A novidade desse ano é o boicote ao IPTU. O Jornal do Brasil de hoje (17/01) diz que o movimento provoca uma união histórica e inédita entre as zonas sul e norte da cidade. Por um lado, esse manchete não vale pois sempre que dá merda (lembrem das grandes enchentes e o desabamento do Paulo de Frontin, por exemplo) o carioca – como bom brasileiro que é – se junta. Mas talvez, politicamente, o jornal esteja certo.

O movimento que começou no alto-leblon, já se espalha pela cidade. Na minha Vila vai ter até eleição para decidir se a população do bairro adere ou não ao movimento (isso é que é democracia, ô bairro porreta!!!). A idéia, pra quem não está sabendo de nada, é não pagar o IPTU (principal fonte de arrecadação da prefeitura) como um protesto contra a desordem urbana. Na verdade, os que aderiram vão pagar mas só depois das eleições para prefeito, fazendo pressão contra o César Maia e deixando-o sem grana para as obras eleitoreiras.

A idéia em si não é novidade. Não li mas alguém me contou que leu ou viu o Diogo Mainardi falando que não deveria pagar imposto nenhum pois era obrigado a pagar – além de impostos etc. – todos os serviços: saúde, educação, segurança...

Não sou fã dele não, acho até meio chato, mas até que não é má idéia. Vamos parar de pagar todo e qualquer imposto, pois nada funciona como deveria. As cidades estão cada vez mais favelizadas, as ruas e calçadas (meus joelhos e tornozelos que os digam) cada vez mais esburacadas, os hospitais públicos completamente abandonados etc. etc. etc.

Sobre o IPTU, propriamente dito, esse movimento vai servir mesmo para sinalizar que a população está insatisfeita e é capaz de se mobilizar. Isso é bom. O trágico é ouvir frases como a que eu ouvi ontem: “não adianta nada não pagar IPTU. Quando é contra o governo, a gente tem mais é que se fuder e agradecer. Porque pode piorar”.

Particularmente, sou a favor de qualquer movimento de mobilização política (fora os abraços à Lagoa), passeatas, boicotes e o que mais vier. Sou a favor de não pagarmos o IPTU para obrigar nosso alcaide a cuidar da cidade como deve. Mas não podemos esquecer que nem tudo o que está errado na cidade é culpa do prefeito. Não é Sr. Cabral? Não é Sr. Lula?

Mas o que eu acredito mesmo como solução para o Brasil é desfazer o Brasil. É, isso mesmo: desfazer o Brasil. Vamos transformar cada estado em um novo país e pronto. Imaginem que, com dimensões reduzidas e autonomia real, seria mais simples encontrar as soluções e fiscalizar nossos políticos. Parece piada? Talvez, mas pensem a respeito. Nem que seja só pra matar o tempo. Daria um pouco de trabalho pra organizar o futebol e um ou outro detalhe a mais, mas - se por acaso, aprovarem - minha indicação para compor o hino do Rio de Janeiro é Martinho da Vila.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

1 mês

Faz tempo que não passo por aqui... Quase um mês sem escrever, sem dar notícias e sem desopilar fígado. É, acreditem. Apesar de passar boa parte dos meus dias escrevendo, ainda acho que escrever relaxa. Tanto quanto velejar e jogar botão. É a diferença entre ócio e negócio.

Filosofias de botequim à parte, vamos ao que interessa. Amanhã completo meu primeiro mês de casado e, além da correria habitual, não há grandes novidades. É lógico que a rotina lá em casa mudou, mas nada que não se administre.

Os acontecimentos do último mês foram os seguintes: casei no dia 27 de setembro e tentei passar o final de semana seguinte fazendo o máximo de repouso possível pra recuperar o pé. Depois de voltar ao trabalho por dois dias, viajamos para a mais que merecida lua de mel.



O destino foi Guarapari (ES) e a razão desta foto panorâmica da cidade é simples. Perdemos nossa câmera. Sem problemas e, na verdade, um belo pretexto para voltar o quanto antes.

A viagem, apesar de longa, foi bem tranqüila. Mas levei um susto na chegada. Não aparecia por aquelas bandas há quase quinze anos e é impressionante como tudo cresceu. O melhor: de maneira muito organizada. Não sei como fica no verão, mas Guarapari e tudo em volta está mais do que convidativo a uma visita.

Infelizmente, ficamos praticamente sem praia, graças ao vento. No primeiro dia fomos a Setiba e ainda deu pra aproveitar. No dia seguinte, tentamos Ubú e Meaípe, mas foi impossível ficar na areia. Apesar do sol e da água quente, não dava nem pra tirar a camisa. Vento nordeste, frio e constante, de no mínimo 15 nós (façam a conta: 15 X 1,853). Vale dizer que Meaípe valeu muito pela muqueca de lagosta do Curuca. Nesses dias, ainda fomos a Vitória e Vila Velha.

No sábado, quando vimos o vento, nem tentamos a praia outra vez. Aproveitamos pra subir a serra. Fomos a Domingos Martins (ao lado, a foto da Pedra Azul). A viagem é linda, a cidade pequenininha e sem maiores atrativos, só uma cachoeira linda. No dia seguinte, almoço cedo e estrada de volta pra casa.

Na chegada ao Rio, correria no trabalho e em casa. Que aliás, já está bem adiantada, mas ainda estamos resolvendo coisas: toldo na área instalado errado, móveis da sala entregues errados, problemas com os cabos de telefone e Net, fora a arrumação.

Nesse meio tempo, teve o casamento da Ale, o chá de bebê da Adriana (que perdi), reunião do Clube de Comunicação, comecei a freqüentar academia (o que pode explicar a quantidade de chuva que caiu nos últimos dias), o Hamilton conseguiu perder o campeonato e o Flamengo - quem diria - segue rumo a Tóquio.

Como podem ver, nem tudo é problema. Pra completar, nesse mês já voltei a bordo do Picareta e já corremos duas regatas. Ciaga (segundo lugar) e Escola Naval, que esse ano comemorou os 200 anos do Almirante Tamandaré. Na estréia da Mariana em regatas, conseguimos apenas o oitavo lugar, mas não por culpa dela – é bom que se diga. Foi um dia daqueles em que Morcegão, Armando e eu estávamos no mundo da lua e fazendo um monte de besteiras. Faz parte.

Falta uma semana para o Circuito Rio, que acontece de 2 a 4 de novembro. Serão cinco regatas e ano passado terminamos em terceiro. Vamos ver o que dá pra fazer esse ano. Estaremos com tripulação completa e algumas novidades a bordo. Quem sabe...

Beijos e abraços a quem de direito.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Botões e velas? Preciso de férias, isso sim...

Tudo bem que voltar de férias não é a coisa mais agradável do mundo. É mais do que comum encontrar um monte de pepinos que não existiam quando você se retirou para o seu merecido descanso anual. Além disso, a caixa de e-mail lotada, você precisando se atualizar sobre todos os assuntos o mais rápido possível etc etc etc.

Nada de novo nisso e nada que nos mate. Além do mais, a perspectiva do último final de semana antes de voltar ao trabalho era excelente: estréia com a camisa do Mengão no sábado e regata no domingo. Excelente né? Tem certeza? Pois vejam...

Lá fui eu para o Clube Militar para o Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa – Série Prata. O clima era excelente, muito papo antes de começar, medição dos goleiros, limpeza dos botões para entrar em campo. Grupo de 6 onde se classificavam os dois primeiros. Um favorito e os outros que se matassem pela segunda vaga. E não deu outra, o favorito passou fácil, com cinco vitórias. Mas e eu?

Eu cheguei ao último jogo disputando a passagem pras oitavas. Duas vitórias e duas derrotas e lá fui eu para um jogo em que, em tese, era o favorito. Aí, logo de cara, dois a zero nos dois primeiros chutes. Calma, respira e volta pro jogo. 2 a 1. Finalzinho do primeiro tempo, preparado pra chutar e... Toca o celular do cara, a concentração foi pras picas e a bola pra fora. Logo na saída do segundo tempo, 3 a 1. Não consegui me concentrar de novo e choro a vaga até agora.

“Tudo bem”, pensei, “muito tempo sem jogar e treinar. Na próxima melhora. Amanhã tem regata pra desopilar”. Ledo engano...

Ventou pra cacete, desde às 2h30 da madrugada de sábado. E fiquei sabendo que não foi só em Vila Isbel. Até aí, nada demais, muito pelo contrário. Teríamos uma tripulação mais pesada que o habitual, excelente para o vento forte. Largada para a regata de aniversário do PCSF às 13h. 12h30, já estávamos na água. O vento também. 12h45, o vento deu uma caída, mas nada que atrapalhasse. Na hora da largada, um pouquinho menos de vento, mas – ainda – tudo bem.

Até que, antes mesmo de sair do Saco de São Francisco, acabou o vento. E depois de quase quatro horas tentando velejar ao sabor de lufadas fraquíssimas de uma brisa sem vergonha, a brava tripulação do Picareta, quando ocupava a quarta colocação, desistiu da regata. O tempo limite para que o resultado da regata fosse validado terminava ao pôr do sol (aproximadamente 17h20 do último domingo). Nossa decisão aconteceu às 17 e ainda faltava cerca de um terço para completar o percurso.

O resultado de tudo isso foi um finalzinho de semana xumbreca, esportivamente falando. Hoje, enfim, volta ao batente. Mesa e computador cheios de trabalho, pepinos voando alegremente à minha volta e a sensação de que preciso de férias... De novo.

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P.S.: O que falar do Joel Santana mandando o time dar porrada quando perdia de 3 para o Santos, fora o baile. Ah, o Flamengo. Será que um dia voltará a ser o Flamengo?

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Obra, Flamengo e Picareta

Fim de férias, fim da moleza. Acabou-se o que era doce. Depois de três semanas de férias, segunda-feira é dia de voltar ao batente. Se não estou tão descansado como gostaria, também é verdade que não tenho do que reclamar. Uma viagem curta mas ótima, logo na primeira semana. Depois disso...

Veio o Pan, o acidente da TAM, soluções para a obra... É meus amigos, falta menos de dois meses para colocar o bambolê ou, como disse meu primo, me enforcar. A essa altura, sobram preces pra obra acabar a tempo e pra não gaguejar na frente da juíza.

O saldo positivo, sobre a obra, é que falta muito pouca coisa pra comprar, todos os canos já foram trocados, o gás já está funcionando outra vez, o banheiro já está pronto, a cozinha e a parte elétrica quase... Acho que mais um mês no máximo. Em resumo, ela bem que tentou mas parece que vou sobreviver.

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Flamengo, ah, Flamengo. Sou filho de tricolor, irmão de tricolor e vou casar com uma tricolor. Parece sina, e é. Mas, como muita gente da minha geração, sou Flamengo e graças à geração do Zico. E, como todo garoto flamengo (flamenguista é coisa para neologista), meu sonho era jogar no Maracanã com a magnética gritando meu nome, logo depois de marcar o gol do título. Todo mundo sabe: não deu.

Mas não é que, depois de velho, virei atleta do Flamengo? Pois é minha gente, a partir de amanhã (dia da estréia) passo a defender o manto sagrado pela Equipe de Futebol de Mesa do Mengão. Na Série Prata (a série B do botão), sem expectativas (afinal, é estréia), mas estarei lá. Quem quiser assistir e torcer, basta ir ao Clube Militar, no Jardim Botânico. Os jogos começam às 13h e a entrada é franca.

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Também acabaram as férias do Picareta. No domingo recomeça a temporada de regatas que, até setembro, será uma pedreira. Voltamos à briga pelo Ranking 2007 na regata de aniversário do Praia Clube São Francisco. 11 de agosto é dia de Ilha do Pai; 18 tem Match Race Minas Gerais (Lagoa dos Ingleses); 25 e 26 de agosto e 1 e 2 de setembro tem campeonato Estadual; 7, 8 e 9 de setembro tem Circuito Niterói. Como podem imaginar, não será nada fácil. Por enquanto, estamos em quinto no ranking (terminamos em terceiro em 2006) e precisamos de bons resultados pra, no mínimo, conseguir a mesma posição do ano passado.

Quem quiser torcer e assistir um belo espetáculo, basta dar um pulo no entorno da Baía de Guanabara. Vale, no mínimo, pelo passeio, pela paisagem e pelas belas fotos.



E quem quiser conhecer a classe Velamar22, acompanhar o ranking e conhecer os barcos e tripulações, basta acessar http://www.velamar22.com/.

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No mais, aproveito para pedir desculpas a todos os amigos que ‘abandonei’ durante essas atribuladas semanas. A vida vai voltar ao normal, eu prometo.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Tchau Cauê

Terminou o Pan. Grande novidade hein...? Pois a essa altura, qualquer comentário que eu faça em relação ao evento do Rio é chover no molhado, a descoberta da pólvora, uma novidade tão grande quanto a roda.

Agora, nos resta torcer e cobrar para que tudo o que aconteceu de errado na preparação dos jogos seja apurado e que a turma que colocou a mão onde não devia seja presa. Venhamos e convenhamos, isso anda difícil em terras tupiniquins ultimamente.

Além disso, também podemos cobrar e torcer para que as instalações construídas seja de fato utilizadas para outros grandes eventos nacionais e internacionais, ao mesmo tempo em que fiquem à disposição da comunidade, para que a prática esportiva seja disseminada.

Por último, podemos cobrar e torcer para que o autódromo do Rio seja reconstruído. É inadmissível que se destrua uma praça de esporte para a construção de outra, quando todas deveriam co-existir.

No mais, qualquer coisa que eu fale será repetitiva (como já foi o que está aí em cima, não é verdade?).

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Descontando todos os berros do Galvão e afins ao longo do Pan, quero dizer que – mesmo com o nível técnico duvidoso das competições – um evento como esse, para quem gosta de esporte, é uma verdadeira Disneylândia. Pena que, como todas as excursões da Tia Stella, chega a hora de voltar à rotina. O pior é que, ano que vem, a festa será na China e seremos obrigados a virar a madrugada para acompanhar as Olimpíadas. Não vai ser fácil.

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Por falar em Globo, o ufanismo babaca da vênus platinada (Brasil-il-il) não pode nos deixar esquecer que o Brasil não tem política de esportes de verdade. Isso significa que, em Pequim, temos que torcer muito para conseguir a mesma meia-dúzia de medalhas dos jogos passados. Além disso, sofrer pelo fato de que uma política de esportes bem construída significa mais educação. E nós não temos isso.

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PS: Quanto tempo vai demorar para o caos voltar ao Rio?